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OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E A ALTERNÂNCIA DO PODER NO MARANHÃO

OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E A ALTERNÂNCIA DO PODER NO MARANHÃO  Jhonatan Almada, historiador, integra o quadro técnico da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).   O monopólio de comunicação do grupo dominante local é um dos maiores óbices à democracia no Maranhão. O monopólio da verdade (que eles exercem) impossibilita e fragiliza o dissenso. É utilizado como arma de desconstrução de qualquer governo que lhes seja potencialmente ameaçador, vide as estratégias utilizadas contra José Reinaldo, Jackson Lago ou o atual prefeito de São Luís, Edvaldo Holanda Júnior. O cerne dessa estratégia foi e é apresentar os adversários como incompetentes, sem projeto, negativos, impopulares e equivocados, independentemente de o serem ou não. Cientes disso, contudo, não podemos confundir os donos das empresas de comunicação com os profissionais que lá trabalham. É importante respeitar aqueles e aquelas que vivem do trabalho nesses meios de comunicação, preservando a liberdade de i...

ALTERNÂNCIA DO PODER NO MARANHÃO E O CREPÚSCULO DA OLIGARQUIA SARNEY

ALTERNÂNCIA DO PODER NO MARANHÃO E O CREPÚSCULO DA OLIGARQUIA SARNEY Jhonatan Almada, historiador, integra o quadro técnico da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) A continuidade de Roseana Sarney no cargo de Governadora do Estado do Maranhão e a ausência de candidato viável no seu grupo político, tanto para a disputa de Governador, quanto de Senador são algumas das linhas que nos permitem vislumbrar o crepúsculo da oligarquia liderada por José Sarney. A tendência é que o inner circle ou círculo próximo da família fique sem mandato. A vitória da oposição sepultará no médio prazo as condições que ainda possibilitam a manutenção desses mandatos. Essa vitória, sabiamente frisou Manoel da Conceição, depende de uma campanha que por sua importância assumiu caráter humanitário. A aliança denominada "Partido do Maranhão", sob a liderança de Flávio Dino é uma frente ampla cujo fundamento se assenta na necessidade imperiosa de vencer a oligarquia, virar a página da histór...

A ALTERNÂNCIA DO PODER NO MARANHÃO E O PROGRAMA DE GOVERNO

Jhonatan Almada, historiador, integra o quadro técnico da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) O intenso processo de consulta que precede a elaboração do Programa de Governo de Flávio Dino, pré-candidato a governador nas eleições deste ano, inaugura uma prática democrática que mobiliza as lideranças e a sociedade civil organizada na análise das propostas e apresentação de sugestões, questionamentos e inquietações. Não recordo processo similar na história política recente do Maranhão, não antes das eleições e com tanta capilaridade nos municípios. Percebo um interesse e engajamento reais da população pela mudança. As discussões são setoriais. Mesmo na elaboração de um Programa de Governo temos dificuldades em objetivar a integração das políticas públicas. A setorialidade é a regra. A integração é a exceção. A experiência do debate temático expõe um raciocínio usual ou comum: preciso escrever algo do meu setor dentro dessa temática de modo a evidenciar sua especificidade e g...

A ALTERNÂNCIA DO PODER NO MARANHÃO E A SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA

Jhonatan Almada, historiador, integra o quadro técnico da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) Mudar a política no Maranhão e democratizar o Estado passa, necessariamente, por uma nova relação entre este e a sociedade civil. Uma dificuldade fundamental é a distância entre a retórica do discurso de luta e as formas concretas de implementação das políticas públicas, formas que nem sempre correspondem às reivindicações históricas da sociedade ou ao proposto pela sociedade civil. Recentemente, ocorreram duas experiências de consulta à sociedade civil: o Ciclo de Debates pós-SBPC promovido pela Universidade Federal do Maranhão na gestão do atual reitor Prof. Natalino Salgado Filho e a escuta de organizações da sociedade civil realizada pelo jornal Vias de Fato. A SOCIEDADE CIVIL E A UNIVERSIDADE . O Ciclo de Debates pós-SBPC, rara ação da Universidade voltada diretamente à realidade onde está inserida, resultou na publicação de um caderno de proposições tendo por eixos orientad...

Centenário de Ignacio Rangel

CENTENÁRIO DE IGNACIO RANGEL Jhonatan Almada, historiador Entre os dias 25 e 26 de março de 2014, São Luís sediará os eventos comemorativos pelo centenário de nascimento do economista maranhense Ignacio Rangel (1914-2014). Os eventos foram organizados pelo Conselho Regional de Economia do Maranhão (CORECON-MA)   e Universidade Federal do Maranhão (UFMA), com apoio da Academia Maranhense de Letras e da Vale. Ignacio Rangel nasceu dia 20 de fevereiro de 1914, na cidade de Mirador, alto sertão. Filho do juiz Mourão Rangel, cedo se envolveu na militância política, participando da Revolução de 1930 (tinha 16 anos), bem como, pegou em armas na tentativa de tomada do poder pela Aliança Libertadora Nacional em 1935 (com 21 anos). Amargou alguns anos de prisão no Rio de Janeiro e de domicílio coacto em São Luís. A prisão foi transformada em Universidade por Rangel, pois criou junto com outros presos, intelectuais de todo o Brasil, treze cursos que funcionavam no presídio do ...

A ALTERNÂNCIA DO PODER E O PROBLEMA DA “FULANIZAÇÃO” NO MARANHÃO

A ALTERNÂNCIA DO PODER E O PROBLEMA DA “FULANIZAÇÃO” NO MARANHÃO Jhonatan Almada, historiador e integrante do quadro técnico da Universidade Federal do Maranhão. Ignacio Rangel eximiu-se com maestria da teoria descolada da realidade, característica marcante de boa parte da intelectualidade brasileira até os dias de hoje. Preocupado com os problemas brasileiros e sua relação com o mundo, incessantemente buscou estudar e debater para produzir pensamento próprio, identificar caminhos, apontar e implementar soluções. Essa é a marca de sua originalidade em um cenário de pensamento colonizado, tanto a esquerda, quanto à direita, e mesmo entre os que não estão em nenhum dos dois extremos, sequer no meio. É necessário sair do insulamento da capital São Luís e conhecer a miríade Maranhão. É nos municípios que emerge uma realidade a ser analisada em suas relações regionais, nacionais e internacionais. Aí percebemos que os partidos quase sempre não traduzem no âmbito local posicioname...