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RENDIMENTO DOMICILIAR NO MARANHÃO REGISTRA QUEDA

1/3 O IBGE atualizou os dados sobre rendimento domiciliar per capita, números atualizados até 2021. O Maranhão registra queda de 8,3% no rendimento das pessoas em relação a 2020, retrocedemos a patamares similares ao ano de 2014. 2/3 O percentual de domicílios que registrava o recebimento do Programa Bolsa Família vinha com uma tendência de queda e voltou a crescer. Evidência do recrudescimento da pobreza e da consequente insegurança alimentar. É preciso notar que na pandemia começa o Auxílio Emergencial. 3/3 O Auxílio Emergencial aparece em outros programas sociais. O crescimento das pessoas que dependem do Bolsa Família é acompanhado da queda percentual do Auxílio. Os próximos dados deverão trazer o perfil dos que recebem o Auxílio Brasil, sucessor do Bolsa Família. Fontes: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/34052-em-2021-rendimento-domiciliar-per-capita-cai-ao-menor-nivel-desde-2012. https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-
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SÃO PEDRO DOS CRENTES E A TERRA DA PROMISSÃO

Um dos pré-candidatos ao governo do Maranhão foi prefeito da cidade de São Pedro dos Crentes. Podemos imaginar que sua gestão lá justificaria tal projeção política. O município se tornou uma terra da promissão após sua gestão? 1. O município como praticamente todos do Maranhão, depende das transferências externas para sobreviver, cerca de 95,1% das receitas são externas (IBGE, 2015). 2. Dentre os seus 4.700 habitantes, somente 441 estão empregados (formal e informal) e 50,8% da população vive com meio salário mínimo por mês (IBGE, 2019, 2010). 3.878 pessoas estão em situação de pobreza, sendo que 2.524 estão em extrema pobreza e dependem do Bolsa Família. 3. Somente 0,8% das vias públicas são urbanizadas e 99,7% da população não tem acesso a esgotamento sanitário (IBGE, 2010). 4. O município de São Pedro dos Crentes é recordista em internações por diarreia, ocupa o 11º lugar dentre os 217 municípios do Maranhão e o 23º lugar dentre os 5.570 municípios do Brasil (IBGE, 2016). 5. E a edu

DESIGUALDADE NO MARANHÃO

O Índice de Gini é uma das medidas para perceber a desigualdade na distribuição da renda, compara os 20% mais ricos com os 20% mais pobres. Quanto mais próximo de zero maior a igualdade, quanto mais perto de 1 maior a concentração de renda. No caso do Maranhão, o Índice de Gini mostra que a desigualdade no estado diminuiu no período 2012 -2014 e cresceu no período 2015-2019. A redução observada em 2020 tem a ver com o Auxílio Emergencial do Governo Federal que alcançou parcela expressiva da população mais pobre. Para termos uma ideia, o Auxílio Emergencial no Maranhão beneficiou 2,4 milhões de pessoas de abril de 2020 a janeiro de 2021. 11,6 bilhões de reais foram transferidos para os maranhenses em situação de pobreza. A desigualdade só é aliviada temporariamente pelo Auxílio.

Prêmio Seymour Papert-Paulo Freire de Robótica Educacional

Professor(a), se você tem um bom projeto de robótica educacional em sua escola, você pode se inscrever no Prêmio Seymour Papert-Paulo Freire de boas práticas em robótica educacional. Professores e projetos de escolas públicas e privadas podem participar. O Prêmio é uma iniciativa do capítulo brasileiro da The Federation of International Sports Association-FIRA, promotora da maior copa do mundo de robótica, em parceria com o Centro de Inovação para Excelência de Políticas Públicas-CIEPP, Centro Universitário ENIAC e Robo City Escola de Robótica. Inscreva seu projeto até 31 de maio e dê visibilidade internacional ao seu trabalho. O evento de premiação ocorrerá em Garulhos-SP dia 2 de novembro de 2022. A inscrição pode ser feita no google forms pelo link https://forms.gle/Kayf8PjQn5uvDRym6

Brasil e Maranhão têm nota vermelha em Matemática

No Dia Nacional da Matemática , dia 6 de maio, lembro o desafio que a escola pública ainda enfrenta para ensinar o básico em matemática.   - no Brasil 93% dos estudantes terminam o ensino médio sem saber matemática.  - no Maranhão 97% dos estudantes concluem o médio sem saber matemática. Aos que queiram argumentar que precisamos ver a evolução do aprendizado no tempo e assim termos clareza, eis que: - no Maranhão em 2015, 99% não aprendiam o básico em Matemática ao final do 3º ano do ensino médio; - em 2017, esse percentual foi de 98% e em 2019 chegamos a 97%. Nessa velocidade, melhorando 1% a cada avaliação nacional, o Maranhão alcançará a proficiência em Matemática no ensino médio no ano de 2062, talvez. Fonte: MEC/Inep, 2015-2019. Plataforma QEdu.

A educação de São Luís

Ontem foi o Dia do Professor, portanto, momento oportuno para refletir sobre a educação. A educação de São Luís tem sido objeto de minhas reflexões nos últimos anos, especialmente por ser o maior sistema municipal de ensino dentre os 217 municípios do Maranhão.  Isso demanda atenção especial, por isso já escrevi sobre a escola que não ensina e a necessidade de superar essa escola . Embora os artigos tenham provocado o debate público no nível possível para a nossa realidade, isso não resultou em modificações da política educacional de então. Nesse sentido, enquanto contribuição, penso que é importante dimensionar qual herança a gestão anterior deixou no âmbito da educação de São Luís, o CIEPP fez um diagnóstico sobre isso. Um problema central deixado foi o acesso à creche, depois de 8 anos, somente 442 vagas a mais foram entregues, se comparamos a matrícula de 2013 e a matrícula de 2020. Para termos uma ideia da gravidade disso, São Luís registrou em 2020 cerca de 6,5 mil nascimentos

Educación, desigualdad y pandemia en América Latina

  Está disponível para download gratuito, o livro “Educación, desigualdad y pandemia en América Latina: miradas desde el campo de la política educativa” no link https://e5fbb5ae-c4a8-4733-bfd8-aa2c5a471f80.filesusr.com/ugd/25b93e_72e071f45ad24d6eac2d75dbd9f52a90.pdf . O livro foi organizado por Jorge Gorostiaga (Argentina), Simone de Fátima Flach (Brasil) e Jhonatan Almada (Brasil), parceria entre a Rede de Estudos Teóricos e Epistemológicos em Política Educativa (ReLePe) e o Centro de Inovação para a Excelência das Políticas Públicas (CIEPP). Pesquisadores do Chile, Argentina, Brasil, México, Costa Rica, El Salvador e Honduras trazem seus aportes para compreendermos os impactos da pandemia na educação pública e as ações adotadas pelos diferentes governos no enfrentamento dessa situação emergencial. SUMÁRIO DO LIVRO PREFÁCIO - Paulo Speller APRESENTAÇÃO - Jorge Gorostiaga, Simone de Fátima Flach e Jhonatan Almada LA EDUCACIÓN CHILENA ANTE LA CRISIS SANITARIA DEL COVID-19: balance preli