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Mostrando postagens de Novembro, 2013

A JUSTIÇA DE ROSEANA

A JUSTIÇA DE ROSEANA Jhonatan Almada, historiador O Tribunal Superior Eleitoral fez o que esperávamos, mudou uma interpretação de duas décadas para atender ao caso específico da governadora Roseana Sarney no Maranhão. É meus amigos, o que serviu para cassar Jackson Lago em 2009, não pode cassar Roseana Sarney em 2013. O primeiro não fez parte das redes de interesses e laços consanguíneos que sempre protegeram a segunda. Fico refletindo sobre o julgamento que faremos daqui a 10 anos sobre as instituições da República e seus integrantes à luz de suas decisões. Ninguém poderá mais sustentar que o Judiciário toma decisões com base na lei, se é que alguém ainda afirma isso. Talvez nos primeiros períodos da graduação em Direito isso continuará sendo feito. As decisões do Judiciário dependem de suas relações sociais, do seu patrimônio disponível para mudá-las ou da sua capacidade de ameaçar os julgadores. Nenhuma decisão de relevo tem vínculo com a ética ou a moral, a democracia

WASHINGTON LUÍS, nem tolo, nem anjo

WASHINGTON LUÍS, nem tolo, nem anjo Jhonatan Almada, historiador   A nomeação de Washington Luís para o Tribunal de Contas do Estado do Maranhão não foi um golpe do Sarney ou de Roseana no PT. A dualidade de contrários não existe. A nomeação atende aos interesses dos atuais dirigentes do PT no Maranhão e está em consonância com as orientações da cúpula nacional. O acordo entre Sarney e o PT é nacional, o preço é o Maranhão, a concessão é um naco de poder nesse espaço institucional e territorial do Brasil que é capitaneado de forma familiar. Existem três instituições estratégicas que necessitam ter sua composição alterada, se pensarmos outro projeto de desenvolvimento para o Maranhão: o Tribunal de Justiça, o Tribunal de Contas e o Ministério Público. As cúpulas desses órgãos, sobretudo do Tribunal de Justiça e do Tribunal de Contas, ao longo das décadas, foi constituída majoritariamente pela clientela da família Sarney e são instrumentos de sua dominação local.

Carta aberta à FAPEMA

São Luís, 18 de novembro de 2013 Ilma. Sra. PROFª. DRª. ROSANE NASSAR MEIRELES GUERRA Presidente da FAPEMA Senhora Presidente, Fui bolsista de iniciação científica desta instituição nos termos do Edital Nº 6/2004 e bolsista de mestrado conforme Edital Nº 12/2010, constando do quadro de colaboradores da FAPEMA deste então. Continuo vinculado ao Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas de Educação Básica do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e atualmente integro a carreira técnico-administrativa dessa Universidade, como Técnico em Assuntos Educacionais (TAE). Inscrevi-me no Edital Nº 04/2013 – APEC-FAPEMA e minha postulação ao auxílio não foi recomendada pelo comitê de julgamento considerando que eu não atendi ao item 3.2 do referido edital. Este item explicita que “A solicitação de apoio deverá ser individual para alunos de pós-graduação e professores”. Claramente o item não implica em exclusividade da solici

Novas Universidades no Maranhão

Jhonatan Almada, historiador.   A Universidade no Maranhão experimentou nos últimos anos um significativo processo de expansão. Tanto as instituições particulares quanto as instituições públicas. Isso significou certa democratização do acesso ao ensino superior, mas não representou, nem mesmo com as cotas raciais e para a escola pública ou com as bolsas do PROUNI, a ampliação do número de maranhenses que possuem nível superior. Dos 6,7 milhões de habitantes, apenas 3,56% desse total, cerca de 187 mil pessoas, possuem nível superior. Como é de praxe, o último entre todos os estados da federação brasileira. A Universidade Estadual do Maranhão foi a primeira a se expandir e está bastante interiorizada, com 21 campi. A maioria deles criado por conveniência política e funcionando com professores substitutos e estruturas emprestadas ou improvisadas nos municípios. Sem mencionar a questionável qualidade de alguns dos seus cursos. Contudo, o mais grave em relação à Universidade