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Mostrando postagens de 2009

Uma mensagem de fim de ano

Uma mensagem de fim de ano Gostaria de escrever uma mensagem de fim de ano, saudando o ano vindouro e agradecendo o que se foi. Também gostaria de escrever versos alegres, porém os tristes são mais pungentes. Esse ano foi um verdadeiro cão negro sobre dias tão radiantes que se anunciavam ante noite quase cinquentona que nos assombrava e insiste em assombrar até agora. Gostaria de transmitir a grande satisfação que vem com os olhos da descoberta, melhor dizer os ouvidos sobre o novo, quando ao acaso encontrei no youtube a conferência de Jorge Luis Borges sobre a cegueira, que lhe afetava desde a metade dos seus anos ao cabo da vida. E ouvi, primeiramente, e depois li, um trecho fenomenal que compartilho: "Un escritor, o todo hombre, debe pensar que cuanto le ocurre es un instrumento; todas las cosas le han sido dadas para un fin y esto tiene que ser más fuerte en el caso de un artista. Todo lo que le pasa, incluso las humillaciones, los bochornos, las desventuras, todo eso le h

O despertar dos municípios da Amazônia e do Semiárido maranhenses

O despertar dos municípios da Amazônia e do Semiárido maranhenses Por Jhonatan Almada Expectativas com o Selo UNICEF Município Aprovado Participamos com muita expectativa e coração de estudante do I Encontro de Capacitação Selo UNICEF Município Aprovado 2009-2012, que ocorreu de 1 a 4 de dezembro de 2009, com a nova edição da iniciativa Pacto “Um mundo para a criança e adolescente do semiárido” e a implementação da Agenda Criança Amazônia, grande parte dos municípios maranhenses aderiram ao desafio, os que já conheciam ficaram mais estimulados e os que não conheciam se sentiram mais desafiados. O Selo UNICEF Município Aprovado objetiva acompanhar um conjunto de indicadores sociais dos municípios, tomando por base a situação atual, desenvolvendo a capacidade técnica local para que possam melhorar e avançar nesses indicadores, ao final, os que alcançarem com sucesso esse objetivo recebem a chancela, o reconhecimento internacional dos seus esforços, simboli

Nós que há tanto esperamos

Nós que há tanto esperamos Por Jhonatan Almada A revista Carta Capital dessa semana, publicou matéria especial sobre o sucesso do Brasil no mundo, versão traduzida da que foi veiculada pela revista The Economist . A matéria destoa da tradicional visão exótica em relação ao país e aos brasileiros, tão característica das narrativas estrangeiras, desde o século XVI. Desenha um quadro denso, coerente, sério e rico sobre o Brasil. Mas o grande destaque da matéria está no que foi expresso, mas não explicitado, algo compreensível considerando que olham de fora as complexidades de nossa terra. Sobretudo quando da passagem: “Muitos dos seus políticos não veem nada de errado em roubar dinheiro público ou nomear parentes para cargos nos seus feudos pessoais, e se recusam a renunciar quando descobertos” (p. 57). O que possibilitou ao Brasil chegar nesse patamar elogiado pela matéria, não foi outra coisa que não a alternância do poder. Aos trancos e barrancos, com marchas e contramarchas

Agropecuária sob Governo Roseana: tentando apagar o passado

Agropecuária sob Governo Roseana: tentando apagar o passado Ficamos impressionados com o programa “Terra Viva” que promete “revitalizar a agropecuária maranhense”. A curta memória nos lembra que o setor agrícola, vivenciou na década de 1990 sua verdadeira “década perdida”, posto que por força do desmonte do Estado, promovido pelo Governo Roseana Sarney (1994-2001), sobretudo com a extinção dos principais órgãos que apoiavam esse setor como a Emater, Codea, Emapa, Cimec, etc. Por conseguinte: a área plantada total que era de 1.971.909 hectares em 1994 baixou para 1.286.775 em 2001, uma queda de 34,74%; a produção de arroz caiu pela metade, a de banana caiu 35,6% e a de mandioca 23% no mesmo período. Paradoxalmente a lavoura de soja que independe de qualquer ação de assistência técnica do Estado, por disporem dos seus próprios meios, cresceu vertiginosamente de 140.637 ha em 1994 para 491.083 ha em 2001 ( Ver IBGE e IPEADATA). Os resultados do Governo Roseana Sarney foram bem cla

Os devaneios navais dos Sarney

Os devaneios navais dos Sarney A menos que exista um monte de engenheiros navais desempregados no Maranhão e um grande contingente de maranhenses marinheiros dando sopa, o que não é o caso, essa base naval não tem importância alguma, pelo menos positiva, no curto e médio prazo, para as especificidades e características econômicas e sociais locais. Será mais um enclave que se comunica para fora e com a plutocracia, mais certo ainda – não é para agora, não foi articulado pelo Governo Roseana Sarney e integra o planejamento da Estratégia Nacional de Defesa-END que tenho absoluta certeza, os sarneysista-roseanistas, não tem idéia do que seja, pois foram os que mais boicotaram o ex-ministro Mangabeira Unger, mentor daquela, durante sua gestão. Segundo informações do site Poder Naval ( http://www.naval.com.br/ ): “’O poder naval brasileiro poderá desaparecer até 2025 , se até lá não houver novos investimentos em equipamentos.’ O alerta foi dado pelo comandante da Marinha, almirante-de

Obras do PAC do Governo Lula que o Governo Roseana diz que são suas

Obras do PAC do Governo Lula que o Governo Roseana diz que são suas Confiram no relatório do PAC, as obras, nas diversas áreas, que o Governo Federal está construindo no Maranhão, com recursos federais, e o Governo Roseana Sarney diz que são suas, espalhando oudoors, anúncios de jornal, televisão, rádio e internet. É preciso ter muito cuidado com as manhas e manias, espertalhices e espertezas dessa turma. Não caiam nesse conto. Relatório - 7º Balanço do PAC no Maranhão http://www.brasil.gov.br/pac/. arquivos/relatorioMA_300709. pdf

Os falsos programas sociais do Governo Roseana e o FUMACOP

Os falsos programas sociais do Governo Roseana e o FUMACOP “Os programas começarão a levar benefícios a milhões de maranhenses a partir de dezembro e serão bancados com recursos do Fundo Maranhense de Combate a Pobreza (Fumacop). Ao todo o governo vai investir quase R$ 200 milhões até o final de 2010 nessas atividades” (Jornal O Estado do Maranhão-EMA, 10/11/09, p.3). PRIMEIRO EMPREGO “Os salários dos jovens empregados é pago pelo Estado por determinado período. Ao final desse tempo, ele pode ou não ser contratado.” Traduzindo: Mão-de-obra barata e gratuita para os empresários amigos do Governo, de cujos empreendimentos, os sarneys são sócios, direta ou indiretamente. VIVA LUZ “O governo vai isentar de pagamento consumidores com consumo médio de 50 KWh de energia/mês. A administração estadual está disponibilizando R$ 49 milhões nesse programa.” Traduzindo: O consumo de energia elétrica no Maranhão aumentou de 152.155 MWh em 1980 para 1.465.930 MWh em 2008. Ou seja

No Maranhão a cidadania ainda é de papel

No Maranhão a cidadania ainda é de papel Por Jhonatan Almada Há 14 anos, em 1995, Gilberto Dimenstein, publicou o livro “Cidadão de papel: a infância, a adolescência e os direitos humanos no Brasil” denunciando que apesar das inúmeras e modernas legislações que possuímos, vivenciamos uma cidadania de aparência, de papel, distante da real concretização dos direitos humanos básicos e universais. José Murilo de Carvalho no livro “Cidadania no Brasil: um longo caminho”, publicado em 2001, isto é, há 8 anos, se refere ao fato de que os direitos do cidadão no Brasil, ao longo da história, estiveram mais no papel do que acessíveis a sociedade em geral, pois figuravam nas constituições, mas sua garantia real para maioria era precária ou passavam períodos de tempo suspensos, como durante a ditadura militar de 1964. A liberdade individual, o habeas corpus, a liberdade de expressão quando restituídos beneficiavam apenas a parcela mais rica e educada da população