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Mostrando postagens de maio, 2020

INEP PRECISA DE AUTONOMIA POLÍTICA

Temos acompanhado a novela do Exame Nacional de Ensino Médio-Enem, de um lado, sociedade civil organizada, movimento estudantil e parlamentares tem solicitado ao Ministério da Educação-MEC o adiamento do cronograma do Exame, de outro lado, o Ministro Abraham Weintraub batendo o pé e se recusando a dialogar. O Senado Federal aprovou projeto de lei pelo adiamento e na sequência a Câmara dos Deputados deveria fazer o mesmo, contudo, recuou em função de nota oficial do INEP/MEC confirmando o adiamento e de postagem do Presidente no Facebook no mesmo sentido. Rede social não é diário oficial, o que estava postulado na lei trazia segurança jurídica para os estudantes e representava medida preventiva para o futuro. Agora estamos no pior dos mundos, não sabemos se o adiamento será efetivado e não resolvemos o problema para as próximas gerações de brasileiros, mais estranho foram as comemorações. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira-Inep é o órgão vinculado

ADIAR O ENEM É NECESSÁRIO

Tenho na defesa da escola pública uma das minhas causas. Que escola é essa? São 141.298 estabelecimentos de ensino que atendem 40 milhões de estudantes em todo o Brasil. Nessas escolas persistem desigualdades que marcam nossa história como civilização, são visíveis e inescapáveis a todos os banhos de mídia e às retóricas desviantes. A pandemia do coronavírus não inventou as desigualdades da escola pública brasileira, mas as agravou e as evidenciou. Por exemplo, as plataformas de ensino via internet ou celular prevalecem como solução para suprir a ausência de aulas. O que nos alerta para a exclusão digital em nosso país, onde 33% dos domicílios não possuem acesso à internet, conforme pesquisa TIC Domicílios. A desigualdade educativa se reflete nas condições dos estudantes da escola pública em participarem no Exame Nacional do Ensino Médio-ENEM, o qual foi criado para equilibrar e corrigir as distorções no acesso à Universidade. Esses estudantes estão sem aulas há tempos e em sua maioria

Onze teses urgentes para uma pedagogia do contra-isolamento

1. Os ensinamentos da COVID-99 Se o mesmo vírus tivesse sido desencadeado 20 anos atrás, e sabemos que 20 anos não é nada, o COVID-99 nos encontraria em quarentena com rádio, TV a cabo, conexões à Internet principalmente por telefone (para a minoria conectada) e telefones celulares com tampinha. Sem plataformas, sem redes sociais, sem vídeos sob demanda, sem streaming ou videochamadas e com uma web ainda acordando. O que teríamos feito em 1999 com a educação escolar? Como em situações semelhantes (terremotos, epidemias, guerras, inundações), certamente teríamos assumido a perda de avançar para planejar o retorno às escolas. A cultura digital, as redes e as telas nos incentivam a pensar que desta vez vamos perder menos ou não vamos perder diretamente. E em virtude do culto ao imediatismo, rapidamente nos propusemos a fornecer soluções imediatas para continuar a educação. E aqui nada aconteceu. No entanto, a abordagem ganha/perde nesse caso não é apropriada. É n