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Mostrando postagens de Março, 2014

A ALTERNÂNCIA DO PODER NO MARANHÃO E A SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA

Jhonatan Almada, historiador, integra o quadro técnico da Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
Mudar a política no Maranhão e democratizar o Estado passa, necessariamente, por uma nova relação entre este e a sociedade civil. Uma dificuldade fundamental é a distância entre a retórica do discurso de luta e as formas concretas de implementação das políticas públicas, formas que nem sempre correspondem às reivindicações históricas da sociedade ou ao proposto pela sociedade civil. Recentemente, ocorreram duas experiências de consulta à sociedade civil: o Ciclo de Debates pós-SBPC promovido pela Universidade Federal do Maranhão na gestão do atual reitor Prof. Natalino Salgado Filho e a escuta de organizações da sociedade civil realizada pelo jornal Vias de Fato. A SOCIEDADE CIVIL E A UNIVERSIDADE. O Ciclo de Debates pós-SBPC, rara ação da Universidade voltada diretamente à realidade onde está inserida, resultou na publicação de um caderno de proposições tendo por eixos orientadores: democra…

A ALTERNÂNCIA DO PODER E O PROBLEMA DA “FULANIZAÇÃO” NO MARANHÃO

A ALTERNÂNCIA DO PODER E O PROBLEMA DA “FULANIZAÇÃO” NO MARANHÃO
Jhonatan Almada, historiador e integrante do quadro técnico da Universidade Federal do Maranhão.
Ignacio Rangel eximiu-se com maestria da teoria descolada da realidade, característica marcante de boa parte da intelectualidade brasileira até os dias de hoje. Preocupado com os problemas brasileiros e sua relação com o mundo, incessantemente buscou estudar e debater para produzir pensamento próprio, identificar caminhos, apontar e implementar soluções. Essa é a marca de sua originalidade em um cenário de pensamento colonizado, tanto a esquerda, quanto à direita, e mesmo entre os que não estão em nenhum dos dois extremos, sequer no meio. É necessário sair do insulamento da capital São Luís e conhecer a miríade Maranhão. É nos municípios que emerge uma realidade a ser analisada em suas relações regionais, nacionais e internacionais. Aí percebemos que os partidos quase sempre não traduzem no âmbito local posicionamentos ideológic…

A ALTERNÂNCIA DO PODER E O PROBLEMA DO "PURISMO" NO MARANHÃO

A ALTERNÂNCIA DO PODER E O PROBLEMA DO “PURISMO” NO MARANHÃO
Jhonatan Almada, historiador, integra o quadro técnico da Universidade Federal do Maranhão
Enquanto não compreendermos que uma das problemáticas que nos cinge e nos emperra é a dominância de um mesmo grupo político por décadas seguidas, se reproduzindo à custa da exclusão permanente de milhões de maranhenses, dificilmente poderemos mudar. De fato, se a população não compreender que o projeto liderado por esse grupo jamais responderá às questões do nosso tempo, por que implicaria em revelar o vazio dele mesmo, apenas simulacros de projetos pessoais de poder, a mudança demorará. Nada mais contraditório do que dizer que esse projeto é pautado no planejamento, posto que a inexistência ou a efemeridade de planejamento mais lhes caracterize. O que há é tão somente o ir fazendo e fazendo o que traz benefícios imediatos e mediatos, tanto político-eleitorais, quanto garantidores da própria reprodução. A unidade das oposições é o ponto n…

MARANHÃO: O DESASTRE DA DÍVIDA PÚBLICA

MARANHÃO: O DESASTRE DA DÍVIDA PÚBLICA
por Abdelaziz Aboud Santos economista e ex-Secretário de Estado do Planejamento e Orçamento                
Conforme estudo de Lúcia Fatorelli, da previsão orçamentária para 2014, equivalente a 2,4 trilhões, 42,42% do referido Orçamento da União serão para pagamento de juros e serviços da dívida pública. Nenhuma política governamental disporá de recursos que, minimamente, se aproximem desse patamar: na saúde não chegará a 4%, na educação a pouco mais de 3%, nos transportes ao redor de 1% e na segurança pública a ridículos 0,35%, apenas para citar aquelas políticas públicas supostamente consideradas mais que prioritárias pelos que governam o país, dados os clamores sociais. Se no plano federal a situação possui esse contorno paradoxal e desafiador, na esfera dos estados, em muitos casos, o panorama é desastroso, como a situação maranhense, em particular.
As dificuldades começam pelo fato de que algumas unidades federadas não contam com equipes técnica…

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