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A JUSTIÇA DE ROSEANA

A JUSTIÇA DE ROSEANA Jhonatan Almada, historiador O Tribunal Superior Eleitoral fez o que esperávamos, mudou uma interpretação de duas décadas para atender ao caso específico da governadora Roseana Sarney no Maranhão. É meus amigos, o que serviu para cassar Jackson Lago em 2009, não pode cassar Roseana Sarney em 2013. O primeiro não fez parte das redes de interesses e laços consanguíneos que sempre protegeram a segunda. Fico refletindo sobre o julgamento que faremos daqui a 10 anos sobre as instituições da República e seus integrantes à luz de suas decisões. Ninguém poderá mais sustentar que o Judiciário toma decisões com base na lei, se é que alguém ainda afirma isso. Talvez nos primeiros períodos da graduação em Direito isso continuará sendo feito. As decisões do Judiciário dependem de suas relações sociais, do seu patrimônio disponível para mudá-las ou da sua capacidade de ameaçar os julgadores. Nenhuma decisão de relevo tem vínculo com a ética ou a moral, a democracia ...

Carta aberta à FAPEMA

São Luís, 18 de novembro de 2013 Ilma. Sra. PROFª. DRª. ROSANE NASSAR MEIRELES GUERRA Presidente da FAPEMA Senhora Presidente, Fui bolsista de iniciação científica desta instituição nos termos do Edital Nº 6/2004 e bolsista de mestrado conforme Edital Nº 12/2010, constando do quadro de colaboradores da FAPEMA deste então. Continuo vinculado ao Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas de Educação Básica do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e atualmente integro a carreira técnico-administrativa dessa Universidade, como Técnico em Assuntos Educacionais (TAE). Inscrevi-me no Edital Nº 04/2013 – APEC-FAPEMA e minha postulação ao auxílio não foi recomendada pelo comitê de julgamento considerando que eu não atendi ao item 3.2 do referido edital. Este item explicita que “A solicitação de apoio deverá ser individual para alunos de pós-graduação e professores”. Claramente o item não implica em exclusividade da solici...

Novas Universidades no Maranhão

Jhonatan Almada, historiador.   A Universidade no Maranhão experimentou nos últimos anos um significativo processo de expansão. Tanto as instituições particulares quanto as instituições públicas. Isso significou certa democratização do acesso ao ensino superior, mas não representou, nem mesmo com as cotas raciais e para a escola pública ou com as bolsas do PROUNI, a ampliação do número de maranhenses que possuem nível superior. Dos 6,7 milhões de habitantes, apenas 3,56% desse total, cerca de 187 mil pessoas, possuem nível superior. Como é de praxe, o último entre todos os estados da federação brasileira. A Universidade Estadual do Maranhão foi a primeira a se expandir e está bastante interiorizada, com 21 campi. A maioria deles criado por conveniência política e funcionando com professores substitutos e estruturas emprestadas ou improvisadas nos municípios. Sem mencionar a questionável qualidade de alguns dos seus cursos. Contudo, o mais grave em relação à Universi...

O ERRO 4652 DA TAM

O ERRO 4652 DA TAM Jhonatan Almada,  historiador. As companhias aéreas brasileiras como outras de países em crescimento econômico fazem inúmeras promoções para fisgar os potenciais clientes. Houve uma significativa democratização no acesso a esses serviços. Os aeroportos superlotados, os reiterados atrasos, as reformas intermináveis e a carência de funcionários para atender a necessária expansão da infraestrutura e dos serviços são patentes e publicamente conhecidos. A primeira década desse século é emblemática nesse sentido. Conquistado o “mercado”, quase monopolizado, as empresas elevam os preços ou fazem promoções inviáveis em horários ruins ou obrigando-nos a prolongar a permanência em outra cidade. Talvez a estratégia mais refinada para nos obrigar a pagar mais seja os chamados “erros de sistema”. Os sistemas existem para facilitar a nossa vida, contudo, temos a sensação de que nossa vida se submete aos erros de sistema. A TAM Linhas Aéreas é disparada a pr...

As 30 horas se arrastam na Universidade Federal do Maranhão (UFMA)

Jhonatan Almada, técnico em assuntos educacionais da UFMA A regulamentação das 30 horas semanais para a carreira dos técnico-administrativos em educação se arrasta desde o primeiro semestre de 2013 na Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Enquanto isso, na Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica essa regulamentação anda de vento em popa, foi realizada no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí (IFPI), de Goiás (IFG), do Pará (IFPA), Farroupilha (IFFarroupilha), Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UFTPR), etc. Na UFMA o assunto tem sido tratado com duas vinculações ausentes nos casos referidos, aqui a regulamentação aparece vinculada a implementação de um projeto-piloto e a implantação do ponto eletrônico. A ideia de projeto-piloto não só emperra como institui uma perspectiva laboratorial e burocrática no sentido negativo. É como se a implementação das 30 horas fosse algo tão complexo que exige a realização de uma experiência condu...

Maranhão: O Estado da Hipocrisia

MARANHÃO: O ESTADO DA HIPOCRISIA. por Abdelaziz Aboud Santos Os grupos políticos hegemônicos, de extração plutocrática e oligárquica, que se apoderaram do governo no Maranhão nas últimas décadas,  alicerçaram seus poderes na invenção de um complexo sistema de imposturas, que se manifesta como charlatanice, fingimento, falsa devoção e cinismo. Os donos do poder se consagram e se fortalecem não por suas virtudes éticas ou por suas contribuições ao desenvolvimento da democracia e da sociedade, mas, sobretudo, pela capacidade de tapear a maior parte da população com falsos e irrealizáveis projetos de desenvolvimento. Não precisa ir muito longe para comprovar o que se diz. Estereótipos como Maranhão Novo, Terra da Promissão, Maranhão: Meu Torrão, Minha Paixão são alegorias clássicas dessa peculiar maneira de incutir no imaginário popular a ideia de um Maranhão amado e fadado ao paraíso. Falsidades e cinismos que se baseiam em imagens interpostas entre o i...

O QUE SARNEY PENSA DOS MANIFESTANTES?

Jhonatan Almada , historiador. A resposta a essa pergunta é dada por ele mesmo, José Sarney, no seu artigo de hoje, 23 de junho de 2013, do jornal “O Estado do Maranhão”, jornal sua propriedade e provavelmente o único que ainda publica seus escritos. O artigo se chama, paradoxalmente, “Resposta sem pergunta”. Primeiro, ele afirma que todos os seres humanos têm demandas pessoais ou estão insatisfeitos com alguma coisa. Aqui ele iguala todas as demandas e todos os seres humanos, só assim, pode se incluir entre os manifestantes. Ignorando ingenuamente/inteligentemente classes sociais, status social e acesso ao poder, José Sarney se torna igual aos manifestantes que tomaram as ruas do Brasil e da província que imagina ser propriedade sua. Segundo, afirma que a característica da juventude é querer mudar o mundo, porém, isso não se fará do dia para a noite, pois nós aqui do Ocidente não temos a noção de tempo. Fala isso, plagiando sem saber Che Guevara e citando sem entender De...