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O MARANHÃO DA CONFIANÇA

O MARANHÃO DA CONFIANÇA Jhonatan Almada , historiador e primeiro secretário do Instituto Jackson Lago O concurso público é o instrumento mais republicano para o ingresso na burocracia de Estado. Dentre todos os poderes da República, talvez o Poder Executivo na esfera federal seja o que mais avançou em regularidade, abrangência e exigências. Caminho iniciado a partir do trabalho do velho DASP, criado sob o governo Getúlio Vargas, nos idos de 1930.  Os que chegaram por último nesse campo, foram os Poderes Legislativo e Judiciário. Nas três últimas décadas tem conseguido alguns avanços. Contudo, todos os três Poderes nas várias esferas nutrem seus exércitos de cargos comissionados e de confiança, distribuídos com base em critérios obtusos e nebulosos. Quando atentamos para a esfera estadual a situação se torna mais grave. O Instituto Jackson Lago tem realizado um trabalho de resgate da memória do Governo Jackson Lago (2007-2009). Dentre os achados de pesquisa, estão docum...

A Amnésia do Acadêmico

Não é a primeira vez que falamos da crise de memória que vez por outra afeta as gerações contemporâneas. Lembra-se o que é conveniente, omite-se ou apaga-se o que não for útil naquela conjuntura. O historiador Marco Antonio Villa na sua passagem pelo Maranhão, inaugurando as atividades do Instituto Jackson Lago, falou dessa amnésia seletiva e da necessidade de relativizarmos a trajetória e o poder atual do senador José Sarney. Sem cairmos na ingenuidade, podemos fazê-lo. É suficiente tomar por referência os dois cargos mais importantes que exerceu ou exerce até agora: a Presidência da República (1985-1990) e a Presidência do Senado Federal. Quem foi o primeiro maranhense a chegar a Presidência da República? Muitos dirão, foi José Sarney. Não. Não foi. Foi Urbano Santos (1859-1922), político maranhense que foi deputado federal por três mandatos (1897-1900; 1900-1903; 1903-1905), governador (1898; 1913; 1918) e senador (1906-1914) pelo Maranhão na Primeira República ou República...

A EUFORIA DO SENADOR

La Euforia del Senador/ The euphoria of Senator O senador José Sarney tem demonstrado uma euforia intermitente sobre o Maranhão, sobretudo na coluna dominical que escreve no jornal de sua propriedade. Esqueceu-se um pouco de explicar como resolver os problemas de São Luís e se volta agora para o Maranhão como um todo. A euforia é motivada por um conjunto de fatos dispersos relacionados à economia, a pobreza e a saúde maranhense. A economia vincula notícias sobre a exploração de recursos naturais (petróleo, gás e ouro), conhecidos desde os anos 1960 do século XX. Novamente conhecidos na década de 1980 do mesmo século, período em que foi Presidente da República. E só agora efetivamente explorados. Como isso se explica? Ora, em tempo algum quando ocupou cargos públicos relevantes na República ou influenciou em todos os governos durante a Ditadura Militar e pós-1988, nunca foi dado qualquer passo concreto. Nem mesmo nos dois mandatos estaduais de Roseana, sua filha. Estou folhe...

O tormento de Tântalo (São Luís-MA)

Por Raimundo Palhano Acabo de ler o instigante post de Jhonatan Almada, publicado em seu blog, edição de 28 de maio, intitulado “São Luís precisa de outro caminho”, que me fez voltar ao túnel do tempo e lembrar o heroico período em que estive dedicado à pesquisa sobre a história da urbanização de São Luís, publicada em 1988, sob o título de “Coisa Pública: Serviços Públicos e Cidadania”, cujo recorte temporal prendia-se ao período de 1889-1930 e seu entorno, também identificado como Primeira República.  No provocativo texto defende a necessidade de uma “quarta via” para tirar a quadricentenária Capital do Maranhão do descaminho, uma vez que, a seu juízo, as três presumidas maneiras atuais de governação, pensadas e praticadas, não seriam capazes de encontrar a saída desse tortuoso e complexo labirinto.  Com efeito, segundo o arguto historiador, na arena política que informa o futuro imediato da aludida cidade, coexistiriam três estratégias em disputa: uma primeira, que situ...

São Luís precisa de outro caminho

São Luís experimenta a crise de três modelos de governar a cidade. Crise entendida como esgotamento real e concreto da eficácia e efetividade desses modelos para a solução ou encaminhamento satisfatório dos problemas da cidade. Seria uma oportunidade de construção de outro modelo de governar, de outro caminho. O primeiro modelo é mais mental que real, se expressa nas opiniões do senador José Sarney sobre como se deve administrar São Luís. Tenta transpor ideias e práticas originadas em um contexto diferente em termos históricos e sociais, aplicando-as, forçando-as para a complexidade atual. É sempre a tentativa de reviver a fantasia de 1965. O que deve ser feito? Zonear, melhorar a habitação, a educação, a saúde e o transporte público. Algo óbvio e abstrato, ainda que correto. É preciso acrescentar, segundo Sarney, nenhum prefeito do passado recente teve competência para tal. Assim, o fato de não ter um aliado escolhido e ungido por ele a frente da Prefeitura de São Luís há muito...

Concurso da Marca do Instituto Jackson Lago

O Instituto Jackson Lago dá continuidade ao seu processo de institucionalização com a divulgação do resultado do concurso de escolha de sua logomarca. Dia 17 de maio de 2012, os membros da Comissão Julgadora do Concurso de Elaboração da Logomarca e Identidade Visual do Instituto Jackson Lago avaliaram as propostas de trabalho que concorriam aos prêmios de 1º, 2º e 3º lugar. Os trabalhos foram abertos pelo prof. Raimundo Palhano, representando Clay Lago, Presidente do Instituto Jackson Lago. A coordenação técnica coube ao Primeiro Secretário, Jhonatan Almada. A reunião ocorreu na sala Miró, do Flat Number One, localizado na Avenida dos Holandeses. A Comissão foi formada por Cybele Lauande (Designer, decoradora e ex-chefe de Cerimonial do Governo do Estado do Maranhão), José Marcelo do Espírito Santo (Professor da UFMA e Presidente do Instituto Municipal da Cidade, Pesquisa e Planejamento Urbano e Rural), Samuel Benison (Professor do Instituto Federal de Educação, Ciênci...

Resultado Concurso Marca do Instituto Jackson Lago

A Comissão Julgadora do Concurso de Elaboração da Logomarca e Identidade Visual do Instituto Jackson Lago avaliou as propostas de trabalho, chegando ao seguinte resultado: 1º lugar - Carlos Eduardo Fregosi (Camboriú-SC) 2º lugar - Laíse Frasão Barros (Brasília-DF) 3º lugar - Carlos Eduardo Lima (São Luís-MA) Em breve informaremos a data da cerimônia de premiação e respectiva divulgação oficial da marca vencedora. Parabéns, Jhonatan Almada Primeiro Secretário Instituto Jackson Lago