Pular para o conteúdo principal

EDUCAÇÃO PROFISSIONALIZANTE EM 2017


Jhonatan Almada, historiador

Este é um ano complexo, pois as forças políticas tratam 2017 como ano pré-eleitoral, daí que os embates e os ataques começaram cedo e tendem a se intensificar. Faz parte do jogo do poder, sobretudo para quem nunca estevefora dele, aqueles que não conhecem outra realidade além do estar no poder. Paciência, humildade, perseverança e sobranceria são elementos indispensáveis no enfrentamento desse cenário. 

O fundamental é ter foco, lutamos por décadas para estar hoje no Governo do Maranhão combatendo a mais antiga e voraz oligarquia do Brasil. Aqueles que não conseguem compreender a dimensão desse feito e a exigência dele derivada busquem outros caminhos agora. Aqueles que pensam nos demover da rota traçada entendam tratar-se de uma impossibilidade. Aqueles que não podem ter paciência e esperar a hora do debate eleitoral entendam o quanto a governança e o projeto de mudança são mais importantes. A tarefa histórica que está em nossas mãos e pesa sobre nós não pode ser diminuída, apagada ou secundarizada por desinteligências voluntariosas ou amadorísticas. 

A realidade é que o Governo do Maranhão conseguiu tocar ousado programa de infraestrutura e robusto programa social em cenário extremamente adverso. As entregas dessas obras e serviços nos próximos 2 anos, sem dúvidas,terão impactos de médio e longo prazo na economia e sociedade local. 

A área de educação tem sido a mais priorizada como investimento estratégico de longo prazo, alguns frutos virão logo, outros nos próximos 10 anos, quando formaremos pelo menos uma geração de maranhenses no currículo da educação integral, com ações estruturantes no ensino médio (Centros de Educação Integral), no ensino fundamental (Núcleos de Educação Integral) e na educação profissionalizante (Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão-IEMA). 

Pelo segundo ano consecutivo a rede de educação profissionalizante do IEMA oferece cursos de qualificação profissional nas mais diversas áreas e municípios com o objetivo de melhorar o desempenho dos trabalhadores e as oportunidades de inserção produtiva dos jovens. Neste campo saímos de uma fajuta educação virtual falsificada nos números para uma educação presencial e vinculada aos arranjos produtivos locais. Este ano abrimos 3200 vagas em 22 municípios, seja onde temos prédio próprio, seja onde temos parcerias com prefeituras, sociedade civil e empresas. 

Cito a parceria com o empresário Bernard Vassas que disponibilizou gratuitamente espaço de treinamento da sua Pousada de Alcântara para a oferta de cursos de formação inicial e continuada do IEMA, um deles na área de resgate do patrimônio imaterial. Quando o trabalho é sério, as parcerias se firmam e as relações de confiança vão se constituindo. 

Na mesma linha onde estão sendo construídas as novas unidades do IEMA, como Carutapera e Matões, estamos oferecendo cursos de pedreiro, armador e carpinteiro para que as empresas possam contratar nas obras. Estamos levando qualificação profissional antes mesmo de termos prédio próprio.

As parcerias com os municípios também continuam em 2017. Em Balsas faremos o primeiro curso de operador de máquinas agrícolas e em Vargem Grande o de artesanato de cerâmica. As prefeituras das duas cidades cederam os espaços e a logística para que os cursos aconteçam.  

Caminhamos com firmeza e convicção do trabalho que deve ser feito para mudar o Maranhão e temos humildade para corrigir os eventuais erros e equívocos do caminho, medida de civilidade inexistente no antigo regime e impraticável por sua feudatária.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

BANQUE O DURO, MEU CHEFE

BANQUE O DURO , MEU CHEFE ! Por Raimundo Palhano Não deixe o seu lugar. Foi o conselho do venerável Bita do Barão de Guaré ao presidente do Senado, José Sarney, que, ao que parece, está sendo levado extremamente a sério. Quem ousaria desconsiderá-lo? Afinal, não se trata de um simples palpite. Estamos frente à opinião de um sumo sacerdote do Terecô, um mito vivo para o povo de Codó e muitos outros lugares deste imenso Maranhão. Um mago que, além de Ministro de Culto Religioso, foi agraciado pelo próprio Sarney, nos tempos de presidência da República, com o título de Comendador do Brasil, galardão este acessível a um pequenino grupo de brasileiros. Segundo a Época de 18.02.2002, estamos falando do pai de santo mais bem sucedido, respeitado, amado e temido do Maranhão. Com toda certeza o zelador de santo chegou a essa conclusão consultando seus deuses e guias espirituais. Vale recordar que deles já havia recebido a mensagem de que o Senador tem o “corpo fechado”. Ketu,

É POSSÍVEL REABRIR AS ESCOLAS

  É preciso organizar a reabertura das escolas públicas em 2021 com os cuidados sanitários devidos, por outro lado e em paralelo, priorizar a vacinação das equipes escolares (professores, gestores, técnico-administrativos e terceirizados). Não há tempo a perder, estamos entregando uma geração de estudantes para a desigualdade por incompetência e inação. O trabalho de preparação para reabrir as escolas deve ocorrer neste mês de janeiro, que na educação só deve ser férias para os estudantes e professores. As equipes técnicas devem organizar a retomada das aulas ainda no primeiro semestre de 2021 de forma gradual e escalonada. A primeira tarefa é assegurar os insumos e adaptações necessárias, máscaras, álcool em gel, distanciamento e reorganização das salas de aula e turmas. Se pode fazer a retomada presencial escalonada a partir de fevereiro, conforme avançar a vacinação, 30% dos estudantes no primeiro mês, 50% no segundo mês, 75% no terceiro mês até chegar a 100% no quarto mês letivo, e

O ANO PERDIDO

O ano da pandemia do coronavírus deixará marcas profundas na educação e nas desigualdades do nosso país, acumulando desafios para o próximo ciclo político e econômico. Não há copo meio vazio ou meio cheio. A educação pública enfrentou um dos piores momentos. Temos um Ministério da Educação esvaziado e omisso na condução da política educacional, incapaz de tomar decisões fundamentais, se movendo a base de pressão social e política. Lembremos do episódio do Exame Nacional do Ensino Médio-Enem, adiado com muito custo e resistência. Lembremos do ensino remoto que só ocorreu graças à atuação do Conselho Nacional de Educação-CNE. Os estudantes da escola pública se viram excluídos do sistema de ensino, enganados por falsas soluções tecnológicas que nunca os alcançaram e sendo descobertos pelo poder público em suas casas, dessa vez não mais como números, mas como gente e gente submetida à desigualdade social e educativa. No entanto, ação que tarda é inócua. Este foi um ano perdido para maioria