Pular para o conteúdo principal

MENSAGEM AOS PROFESSORES E PROFESSORAS DO IEMA



Ser professora e professor é o maior desafio profissional entre todas as profissões existentes. Nenhuma outra tem por objeto o educar. Cada dia que se entra na sala de aula nos exige capacidade de estudo, de ensino e de reinvenção permanente por lidarmos com diferentes gerações de estudantes durante nossa trajetória de trabalho.

O Dia do Professor não existe por que só valorizamos os professores um dia por ano. O Dia do Professor existe por que precisamos reservar no calendário um dia inteiro para saudarmos os que passaram e passam por nossas vidas. Nada no mundo sobrepõe o reconhecimento de nossos estudantes que mesmo após muitos anos encontram-nos e nas suas conquistas enxergam a contribuição dada por nós. 

Ser professora e professor no Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) é desafiador e estimulante. Mais do que a remuneração diferenciada aqui oferecemos reconhecimento público pelo trabalho desenvolvido, apoiamos os projetos propostos, estimulamos a formação continuada, buscamos as melhores instituições para nos auxiliar na busca pela excelência e garantimos condições ímpares para o exercício da docência. 

Estamos apenas começando como instituição de ensino, mas obstinadamente buscamos a excelência. Temos muito por caminhar e reconhecemos nas professoras e professores os parceiros estratégicos para chegarmos lá. Chegarmos lá não como fim, mas como encontro para o recomeço. 

Agradeço a todos os professores e professoras do IEMA pela sua inestimável contribuição a essa busca. Paulo Freire, o Patrono da Educação Brasileira, nos acompanha nessa reflexão ao afirmar que “Ninguém começa a ser professor numa certa terça-feira às 4 horas da tarde... Ninguém nasce professor ou marcado para ser professor. A gente se forma como educador permanentemente na prática e na reflexão sobre a prática”.


Jhonatan Almada
Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Faltam recursos e gestão na educação

É sempre necessário lembrar Celso Furtado quando disse que economia sem ciência social é pura álgebra, assim se pode compreender o texto do economista Marcos Mendes publicado dia 1º de novembro na Folha Mendes se volta contra a expansão da complementação federal ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – Fundeb, por ter sido supostamente incapaz de entregar resultados melhores em exames como o PISA, avaliação internacional amostral. O aumento da participação federal no Fundeb de 10% para 23% foi previsto pela Emenda do Fundeb permanente em 2020 (EC 108), mas ainda não foi concluído, porque está escalonado para ocorrer paulatinamente de 2021 até 2026. Todavia Marcos Mendes se apressa em avaliar a mudança desde já, como se já estivesse plenamente implementada há décadas. O autor ignora ou deliberadamente desconsidera que reformas educacionais não produzem efeitos imediatos, tampouco são automáticas, porque demandam enraiza...

A Educação do Brasil

A Educação do Brasil: cinco contrapontos necessários Este livro é fruto de um esforço de sistematização sobre cinco questões relevantes presentes no debate sobre a educação pública do Brasil e que tenho abordado em aulas, conferências e intervenções públicas, sobretudo para estudantes na Universidad Autónoma de Baja California (UABC), Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Centro Universitário IESB, Universidade Estadual de Roraima (UERR), Centro Universitário UNDB, Faculdade Santa Luzia e Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). Portanto, há uma postura didática na minha escrita para responder às seguintes perguntas: 1. Existe só descontinuidade nas políticas educacionais brasileiras? 2. A infraestrutura escolar não importa para a qualidade do ensino? 3. Sobra recurso e falta gestão na educação pública? 4. A qualidade do ensino se resume aos resultados das avaliações? 5. As escolas militares são solução para os problemas da educação pública? Organizei as respostas para essas p...

Os professores são as novas bruxas

Jhonatan Almada, diretor do Ciepp Nos últimos anos, a carreira e a formação de professores vêm sofrendo um esvaziamento progressivo. O programa Pé-de-Meia Licenciaturas, lançado pelo Governo Federal como uma tentativa de estimular a permanência e a conclusão nos cursos de licenciatura, chegou num momento em que a profissão docente vive uma de suas maiores crises. No entanto, sua formulação e implementação parecem não dialogar com as raízes desse problema. É preciso reconhecer o cenário atual de desvalorização estrutural da carreira docente. Trata-se de uma percepção sustentada por evidências objetivas, como a histórica defasagem salarial dos professores em relação a outras profissões de nível superior — situação agravada por decisões recentes, como o pagamento de gratificações a militares que passam a atuar em escolas, substituindo educadores de carreira. Soma-se a isso um clima de desrespeito e insegurança nas escolas, como revela o mapeamento publicado pelo Ciepp sobre violações à li...