terça-feira, 25 de outubro de 2016

SEMANA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA NO MARANHÃO



Jhonatan Almada, historiador

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia no Maranhão ocorre pela primeira vez fora de São Luís. Dentro da diretriz de governo que é descentralizar e regionalizar as políticas públicas, realizamos o evento em Imperatriz. Isso representa investimento da ordem de 750 mil reais que estimula a economia local e mobiliza pesquisadores, estudantes e sociedade para a ciência, tecnologia e inovação. 

Realizar o maior evento de popularização da ciência em Imperatriz reconhece a importância da cidade enquanto polo de desenvolvimento regional e presença de relevante comunidade acadêmica no âmbito das instituições públicas de ensino superior e tecnológico como a Universidade Federal do Maranhão-UFMA, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão-IFMA, a Universidade Estadual do Maranhão-UEMA, o Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão-IEMA, além de faculdades privadas. 

O grande ganho de realizar a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia é o investimento na educação científica das pessoas. Foram mais de 360 atividades entre pôsteres, conferências, oficinas e mostras científicas, 95 estandes e 29 instituições e empresas. Contamos com o fundamental apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Maranhão-FAPEMA para a vinda dos pesquisadores e toda logística de transporte dos estudantes, além do mais importante, o fomento à produção da pesquisa científica e tecnológica. A FAPEMA é maior agência de fomento do Maranhão. 

Na oportunidade da Semana de Ciência e Tecnologia entregamos premiações que reconhecem e valorizam pesquisadores, estudantes e instituições que contribuíram meritoriamente para nosso avanço científico e tecnológico. O Prêmio Mais IDH para a Ciência, Tecnologia e Inovação/Medalha Eduardo Campos, o Prêmio Estadual Construindo a Igualdade de Gênero/Medalha Maria Aragão e a Medalha Renato Archer de Mérito Científico-social.

A iniciativa de regionalizar a Semana é uma sensata decisão de governo que certamente contribuirá para mobilizar a sociedade e as comunidades acadêmicas de todo o Maranhão, os mais de 35 mil participantes em Imperatriz comprovam esse acerto. Reconhece que com a expansão do ensino superior federal e estadual, a produção do conhecimento não está mais isolada em São Luís, os núcleos de saberes se multiplicaram e crescem cada vez mais.

Esse marco iniciado em Imperatriz será coroado com a criação da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão-UEMASUL, em curto espaço de tempo. Enquanto contribuição da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação promovemos Mesa-Redonda com a Universidade Estadual do Norte Fluminente-UENF, a Universidade Federal do Sul da Bahia-USFB e a Universidade Federal do ABC-UFABC para que essas instituições possam subsidiar a criação da UEMASUL com suas experiências. 

Somente a elite retrógrada, coronelista, burocrática e pseudointelectual do Maranhão pode ser contra a criação de uma nova Universidade Estadual, mas é por isso que nosso Governo foi eleito e não nos falta obstinação e clareza de objetivos para superar obstáculos.

sábado, 15 de outubro de 2016

A PRÁTICA PERMANENTE PARA O APRENDIZADO DEMOCRÁTICO



Jhonatan Almada, historiador

As eleições municipais de 2016 referendaram que não basta ser descendente de algum político com ou sem mandato para ser eleito. Os eleitores cada vez mais se cansam das oligarquias políticas e recusam contribuir para sua reprodução social. Certamente ainda é cedo para chancelar a existência de uma tendência irreversível, mas os sinais são fortes de que esse tempo passará. 

Todo quadro tem o esboço de suas exceções. O exercício permanente da democracia nos faz acreditar que com o tempo iremos aperfeiçoar cada vez mais os nossos representantes eleitos. Essa crença para se sustentar necessita de outros elementos fundamentais, a exemplo de boa educação, independência financeira dos cidadãos, sociedade civil fortalecida e acompanhamento dos mandatos. Na falta de um ou outro desses elementos corremos o risco de ampliar ainda mais o crescente espaço dos mandatos conservadores vinculados aos interesses da bala, da bíblia e do boi. 

A juventude tem se mostrado o eleitorado mais sensível às modelagens políticas impostas pelas redes sociais e aos enlatados vendidos na mídia televisionada. O lançamento da Caravana Estudantil é uma iniciativa relevante para informar, formar e politizar a juventude possibilitando mais criticidade e capacidade de analisar a enxurrada digital de notícias, dados e informações que lhe chega. É nesse campo que os candidatos valorizando o parecer, o enquadramento de câmera e apresentando mínimo conhecimento conseguiram avançar sem barreiras. 

A realização das audiências públicas para definição dos cursos técnicos do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) tem apontado para a grande demanda reprimida por educação profissional. A oportunidade de participação cidadã na escolha dos cursos e a abertura para o diálogo livre mostram que ainda precisamos melhorar muito quanto aos elementos necessários para a qualidade de nossa democracia. 

As escutas territoriais e consultas públicas realizadas para a definição das prioridades no Orçamento do Governo do Estado são outra ferramenta relevante para esse aprendizado democrático. Quando analisamos as prioridades escolhidas percebemos as lacunas existentes entre a ação concreta de governo e o conhecimento da sociedade quanto a isso. Ainda não conseguimos chegar diretamente nas pessoas sem lançar mão de instrumentos tradicionais como a televisão e o rádio. 

As oficinas regionalizadas que servem para elaborar planos estaduais de políticas públicas como as que fizemos para o Plano Decenal de Ciência, Tecnologia e Inovação indicam a diversidade institucional que existe no Maranhão e a fragilidade das redes de comunicação dos nossos pesquisadores e instituições, mesmo que elas estejam uma do lado da outra em determinados municípios. 

A multiplicação dos espaços e oportunidades de participação das pessoas na tomada de decisões tem um caráter educativo inerente que contribuirá para nosso povo exercer o aprendizado da democracia. Acredito nisso. Os silêncios de quem ouve uma palestra em breve serão substituídos pela pedagogia da pergunta que tudo questiona e atravessa enriquecendo nosso conhecimento da realidade social.

MENSAGEM AOS PROFESSORES E PROFESSORAS DO IEMA



Ser professora e professor é o maior desafio profissional entre todas as profissões existentes. Nenhuma outra tem por objeto o educar. Cada dia que se entra na sala de aula nos exige capacidade de estudo, de ensino e de reinvenção permanente por lidarmos com diferentes gerações de estudantes durante nossa trajetória de trabalho.

O Dia do Professor não existe por que só valorizamos os professores um dia por ano. O Dia do Professor existe por que precisamos reservar no calendário um dia inteiro para saudarmos os que passaram e passam por nossas vidas. Nada no mundo sobrepõe o reconhecimento de nossos estudantes que mesmo após muitos anos encontram-nos e nas suas conquistas enxergam a contribuição dada por nós. 

Ser professora e professor no Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) é desafiador e estimulante. Mais do que a remuneração diferenciada aqui oferecemos reconhecimento público pelo trabalho desenvolvido, apoiamos os projetos propostos, estimulamos a formação continuada, buscamos as melhores instituições para nos auxiliar na busca pela excelência e garantimos condições ímpares para o exercício da docência. 

Estamos apenas começando como instituição de ensino, mas obstinadamente buscamos a excelência. Temos muito por caminhar e reconhecemos nas professoras e professores os parceiros estratégicos para chegarmos lá. Chegarmos lá não como fim, mas como encontro para o recomeço. 

Agradeço a todos os professores e professoras do IEMA pela sua inestimável contribuição a essa busca. Paulo Freire, o Patrono da Educação Brasileira, nos acompanha nessa reflexão ao afirmar que “Ninguém começa a ser professor numa certa terça-feira às 4 horas da tarde... Ninguém nasce professor ou marcado para ser professor. A gente se forma como educador permanentemente na prática e na reflexão sobre a prática”.


Jhonatan Almada
Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação

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