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Neiva Moreira, semeador das rebeldias

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Um grande Dia dos Professores!

OBAMA NO BRASIL II

Acredito que qualquer político em início de carreira deve ser alvo de muitas depreciações, seja porque não lhe reconhecem como tal, seja porque sempre minimizam o trabalho realizado como algo banal ou simplório. Assim imagino a reação ao Obama dos primeiros anos, começando seu agir político nas comunidades, atuando em prol da organização das pessoas para resolverem os problemas mais agudos que lhes afetam.

A incapacidade de reconhecer tem raiz no apagamento do outro, enxergar no outro não um parceiro e igual, mas um mero semovente útil para determinadas tarefas e circunstâncias. Os tempos de mentiras aceleradas pela velocidade dos fluxos de informação constroem biografias precoces e também desumanizam abruptamente. Agradecer é reconhecer, pois não se constrói nada duradouro sem a participação de muitos outros, anônimos ou cavaleiros marginais, à margem, mas cavaleiros. Cada um traz seu tijolo para o edifício da história.

A comparação é um recurso comum para nos posicionarmos sobre q…

OBAMA NO BRASIL I

Um dos temas mais complexos da educação é o que fazer quando ela não consegue gerar oportunidade e atratividade para todos. O professor Simon Schwartzman esteve no Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão-IEMA onde ministrou palestra sobre a reforma do ensino médio no âmbito do Seminário de Estudos Avançados. Entre os dados por ele apresentados, chama a atenção os referentes à juventude brasileira e os desafios para as políticas públicas que tenham os jovens como sujeitos prioritários.

A situação de jovens brasileiros de 20 a 24 anos é a seguinte, 73,2% completaram o ensino médio, 27,8% estudam em nível superior (72% no setor privado); 63,8% trabalham e não estudam; 23,5% não trabalham, nem estudam; 13,8% estão desempregados; 5,8% ainda estão no ensino médio e 1,4% estudam no ensino fundamental. Por esses números fica claro que os jovens que não trabalham nem estudam estão em situação de maior vulnerabilidade social.

Maior vulnerabilidade significa que os apelos financ…

MIL DIAS DO GOVERNO FLÁVIO DINO

O Governo Flávio Dino completou mil dias de efetivo exercício nesta semana. Quem está imerso no enfrentamento dos grandes problemas do Maranhão sabe do significado deste número. O semióforo dos mil dias oportuniza fecunda reflexão sobre o que tem sido feito pelo Governo do Maranhão em conjuntura adversa e drástica do Brasil.

Quando assumiu o governo, Flávio Dino decidiu imprimir ritmo de campanha na ação do Poder Executivo acostumado a formas tradicionais de agir ou paralisado pelos tecnicalismos vazios. Podemos resumir isso em uma frase: o governador que trabalha mais de 12 horas por dia e atravessa madrugadas no encalço de suas metas e dos responsáveis por elas. Nunca teci elogios sem fundamento. Não se pode perder tempo e este espírito se apoderou dos que se imbuíram do exemplo e procuraram imitá-lo no limite de suas capacidades individuais e condições disponíveis.

Não foi um passeio chegar aos mil dias com o conjunto de obras e serviços entregues pelo Governo. A brutal escasse…

CENTENÁRIO DE NEIVA MOREIRA

O Instituto Jackson Lago-IJL, a Academia Maranhense de Letras-AML e o Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão-IEMA estão organizando conjunto de eventos alusivos ao Centenário de Neiva Moreira (1917-2017). A programação elaborada para o mês de outubro inclui o lançamento de livros e a inauguração do Acervo Neiva Moreira na Biblioteca do IEMA Praia Grande, acervo constituído pela biblioteca pessoal de Neiva doada por Beatriz Bissio.

Meu primeiro contato com Neiva Moreira se deu na banca do Bena em Caxias-MA. Ponto em que eu frequentava atrás de revistas e almanaques, interessado em saber da cultura global. Ali tomei contato com a revista Cadernos do Terceiro Mundo e descobri um conjunto de realidades até então invisíveis para mim. Em geral, os países que a Cadernos apresentava eram ignorados pela mídia hegemônica ou quando lembrados destacava-se algo negativo, sempre.

A visão de mundo sobre a África, o Oriente Médio, a Ásia e a América Latina emergiram com uma riqueza d…

ENFRENTAR AS DESIGUALDADES EDUCACIONAIS

As desigualdades educacionais são um problema central em qualquer nível de ensino que tendem a se estender da educação básica à educação superior. Penso especialmente nas redes públicas e como esses estudantes ao longo de sua trajetória enfrentam percalços poderosos que podem interromper abruptamente seu caminho ou dificultá-lo.
Os diferentes níveis de aprendizado em português e matemática são o exemplo mais conhecido quando abordamos as redes públicas. O problema do aprendizado envolve um conjunto complexo de variáveis que ao serem mencionadas nos estudos da área tendem para o cenário insolúvel de uma tragédia e não conseguem comunicar caminhos para os decisores políticos. Todos os principais testes e avaliações de larga escola referem o baixo desempenho de nossos estudantes, a questão é o que fazer com este dado.
O Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão-IEMA recebe estudantes egressos do 9º ano do ensino fundamental das redes municipais de ensino. Reservamos 80% de no…

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