sábado, 14 de janeiro de 2017

EDUCAÇÃO PROFISSIONALIZANTE EM 2017


Jhonatan Almada, historiador

Este é um ano complexo, pois as forças políticas tratam 2017 como ano pré-eleitoral, daí que os embates e os ataques começaram cedo e tendem a se intensificar. Faz parte do jogo do poder, sobretudo para quem nunca estevefora dele, aqueles que não conhecem outra realidade além do estar no poder. Paciência, humildade, perseverança e sobranceria são elementos indispensáveis no enfrentamento desse cenário. 

O fundamental é ter foco, lutamos por décadas para estar hoje no Governo do Maranhão combatendo a mais antiga e voraz oligarquia do Brasil. Aqueles que não conseguem compreender a dimensão desse feito e a exigência dele derivada busquem outros caminhos agora. Aqueles que pensam nos demover da rota traçada entendam tratar-se de uma impossibilidade. Aqueles que não podem ter paciência e esperar a hora do debate eleitoral entendam o quanto a governança e o projeto de mudança são mais importantes. A tarefa histórica que está em nossas mãos e pesa sobre nós não pode ser diminuída, apagada ou secundarizada por desinteligências voluntariosas ou amadorísticas. 

A realidade é que o Governo do Maranhão conseguiu tocar ousado programa de infraestrutura e robusto programa social em cenário extremamente adverso. As entregas dessas obras e serviços nos próximos 2 anos, sem dúvidas,terão impactos de médio e longo prazo na economia e sociedade local. 

A área de educação tem sido a mais priorizada como investimento estratégico de longo prazo, alguns frutos virão logo, outros nos próximos 10 anos, quando formaremos pelo menos uma geração de maranhenses no currículo da educação integral, com ações estruturantes no ensino médio (Centros de Educação Integral), no ensino fundamental (Núcleos de Educação Integral) e na educação profissionalizante (Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão-IEMA). 

Pelo segundo ano consecutivo a rede de educação profissionalizante do IEMA oferece cursos de qualificação profissional nas mais diversas áreas e municípios com o objetivo de melhorar o desempenho dos trabalhadores e as oportunidades de inserção produtiva dos jovens. Neste campo saímos de uma fajuta educação virtual falsificada nos números para uma educação presencial e vinculada aos arranjos produtivos locais. Este ano abrimos 3200 vagas em 22 municípios, seja onde temos prédio próprio, seja onde temos parcerias com prefeituras, sociedade civil e empresas. 

Cito a parceria com o empresário Bernard Vassas que disponibilizou gratuitamente espaço de treinamento da sua Pousada de Alcântara para a oferta de cursos de formação inicial e continuada do IEMA, um deles na área de resgate do patrimônio imaterial. Quando o trabalho é sério, as parcerias se firmam e as relações de confiança vão se constituindo. 

Na mesma linha onde estão sendo construídas as novas unidades do IEMA, como Carutapera e Matões, estamos oferecendo cursos de pedreiro, armador e carpinteiro para que as empresas possam contratar nas obras. Estamos levando qualificação profissional antes mesmo de termos prédio próprio.

As parcerias com os municípios também continuam em 2017. Em Balsas faremos o primeiro curso de operador de máquinas agrícolas e em Vargem Grande o de artesanato de cerâmica. As prefeituras das duas cidades cederam os espaços e a logística para que os cursos aconteçam.  

Caminhamos com firmeza e convicção do trabalho que deve ser feito para mudar o Maranhão e temos humildade para corrigir os eventuais erros e equívocos do caminho, medida de civilidade inexistente no antigo regime e impraticável por sua feudatária.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

AGENDA MUNICIPAL DE CIÊNCIA E DIREITOS SOCIAIS



Jhonatan Almada, historiador

Os municípios enfrentam grandes desafios neste novo ciclo de gestão 2017-2020, sobretudo pela queda nas transferências federais e severas restrições da conjuntura econômica que para serem enfrentadas demandam muita criatividade e capacidade de trabalho por parte dos prefeitos e prefeitas eleitas.

Apresentei uma Agenda para a municipalização da Ciência, Tecnologia e Inovação com o objetivo de contribuir para que essa temática seja incorporada pelos municípios, propondo ações não geradoras de despesas e tranquilamente absorvidas pelos órgãos já existentes. Na oportunidade em que os gestores assumem seus mandatos, creio ser importante reapresentar essa Agenda:

1. Criar de órgãos municipais de ciência, tecnologia e inovação, tais como Secretarias Municipais, Coordenadorias ou Assessorias Especiais vinculadas diretamente ao Gabinete da Prefeitura, os quais integrarão o Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação;
2. Garantir a participação do município na Rede Ciência Maranhão, criada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), com o objetivo de fortalecer competências locais, apoiar a elaboração de projetos e a captação de recursos;
3. Implantar Programa de Educação Integral em no mínimo uma escola do município, a qual terá suporte técnico e pedagógico do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema);
4. Implantar Programa de Educação Científica e Popularização da Ciência em no mínimo uma escola do município, a qual terá suporte técnico e pedagógico da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti);
5. Apoiar a implantação de um Ponto do Saber, com espaço físico e internet com vistas à utilização de plataformas de educação a distância, bibliotecas virtuais e serviços públicos on-line;
6. Estimular a participação dos estudantes da rede municipal nas Olimpíadas do Conhecimento, reconhecendo o desempenho dos professores e estudantes por intermédio de premiações locais;
7. Realizar Feira Municipal de Ciências que reúna todas as escolas, estudantes e professores para popularizar e difundir a ciência junto às comunidades, essa iniciativa contará com a capacitação técnica dos professores oferecida pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti);
8. Implantar Pontos de Internet Gratuita em praças, feiras e outros equipamentos públicos, contribuindo para a democratização do acesso e a redução de nosso déficit de inclusão digital;
9. Criar Programa Pré-Universitário Municipal que apoie, prepare e estimule a juventude local a continuar seus estudos no ensino superior.

Essa Agenda conta com o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e seria de fundamental importância órgãos congêneres nos municípios para dialogar. Não há necessidade de criar Secretarias, basta, por exemplo, vincular o tema da Ciência e Tecnologia à Secretaria Municipal da Juventude; coloca-se uma vírgula e fica Secretaria Municipal da Juventude, Ciência e Tecnologia.

Penso ser fundamental destacar que os municípios do Maranhão poderão se valer também da experiência consolidada pelo Selo UNICEF Município Aprovado, estratégia que congrega ações inteligentes e articuladas para a melhoria da qualidade de vida das crianças e adolescentes. O município precisa cumprir com os seguintes objetivos:

1. Reduzir a mortalidade infantil e materna;
2. Todas as crianças e adolescentes acessando, permanecendo e concluindo a educação básica de qualidade na idade certa, com sucesso na aprendizagem;
3. Reduzir a transmissão vertical (da mãe para o bebê) e os casos de HIV/aids entre adolescentes, especialmente meninas;
4. Diminuir a violência, a exploração e os abusos contra crianças e adolescentes; e fortalecer o Sistema de Garantia de Direitos nos municípios, garantindo a realização equitativa dos direitos e levando em consideração as dimensões de gênero, raça/etnia e deficiências;
5. Adolescentes acessando políticas públicas multissetoriais e sendo reconhecidos pela sociedade por sua capacidade de contribuir para transformar a sua realidade;
6. Todas as comunidades do município com acesso a informação e conhecimentos sobre a situação das crianças e adolescentes e promovendo iniciativas pela redução das desigualdades;
7. Todas as crianças e adolescentes com oportunidade de acesso ao esporte seguro e inclusivo, brincando e divertindo-se em centros de educação infantil, escolas e comunidades.

As ações são desenvolvidas pelos municípios, tais como, Semana do Bebê, campanhas contra o Racismo, Educação Sexual, Núcleo de Cidadania dos Adolescentes, Esporte Educacional, mobilizações e fóruns comunitários. O sucesso dessas ações e a avaliação dos indicadores decidem se o Município receberá ou não o Selo UNICEF Município Aprovado, tornando-se referência internacional pelo trabalho desenvolvido.

Portanto, são falsas as ilações que buscam atribuir ao Governo Roseana Sarney os resultados do último ciclo do Selo UNICEF 2013-2016, o mérito é dos municípios, as ações foram municipais, nada tem com o governo anterior.

A Agenda da Ciência e dos Direitos Sociais precisa ser incorporada pelas Prefeituras como caminhos inventivos para o enfrentamento dos problemas, a garantia de direitos e a democratização de oportunidades.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

O MARANHÃO ILUMINA CAMINHOS PARA O BRASIL


 Jhonatan Almada, historiador


2016 foi um ano extremamente difícil para o Brasil e para o Maranhão em particular. Retrospectiva evidenciará que a permanente instabilidade política do país não encontrou fim e a superação da crise econômica não chegou. A crise do pacto de poder (que vigeu até 2014) e a inexistência de projeto nacional empurraram-nos para 2017 com grandes incertezas e falta de clareza no horizonte.

Nesse cenário, o Maranhão se tornou raríssima exceção quanto ao desempenho das políticas públicas ampliando o acesso a direitos e estimulando a economia estadual, equilíbrio perdido no âmbito de governos como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás, Paraná, Tocantins e Distrito Federal que parcelam ou atrasam salários, não pagam fornecedores, fecham órgãos e serviços públicos

O Governo do Maranhão ganhou fôlego para enfrentar as incertezas de 2017 graças à economia de R$ 300 milhões em 2015-2016 advinda do corte de supérfluos, luxos, aluguéis de veículos e imóveis, ao combate rigoroso à corrupção e a melhora significativa na eficiência da arrecadação tributária que permitiram contrabalançarmos a queda das transferências federais de mais de R$ 1 bilhão, fazermos frente às despesas e aplicarmos bem os recursos da repatriação.

Graciliano Ramos quando prefeito de Palmeira dos Índios (1929-1930) registra bem a imagem da forte classe dos contribuintes formada então por negociantes, proprietários e industriais e o povo sofredor que desejava escolas, luz e estradas. O prefeito escritor concluía dessa imagem que “como ninguém ignora que se não obtém de graça as coisas exigidas, cada um dos membros desta respeitável classe acha que os impostos devem ser pagos pelos outros”. A saída vem pela repactuação política de consenso provisório e viável que reequilibre e supere essa contradição. 

O mais relevante é manter a ação anticíclica do Governo para que os efeitos da crise sejam minorados, a exemplo das obras e compras públicas financiadas pelo Tesouro Estadual, BNDES e Caixa Econômica. Os investimentos programados para o primeiro semestre de 2017 são chaves, citoR$ 27 milhões para reforma de 211 escolas estaduais, R$ 50 milhões do Programa Bolsa-Escola para compra de material escolar em livrarias e papelarias. Além de R$ 500 milhões em infraestrutura e novos equipamentos públicos até o final de 2018. O segundo elemento que precisamos avançar em 2017 é o das concessões públicas, sobretudo como forma de aliviar o Tesouro Estadual e acelerar a velocidade da recuperação de nossa infraestrutura e serviços tecnológicos pelo capital privado, essas concessões não devem descurar dos conteúdos locais ou valor agregado de serviços.   

Nesse sentido, debater e propor um projeto de desenvolvimento que enfrente os principais desafios deste século XXI com inteligência e bravura se torna estratégico para que tecido novo pacto de poder no Brasil haja resposta à velha pergunta de Lênin: o que fazer? 

O Maranhão nestes 2 anos de Governo Flávio Dino se tornou laboratório de políticas públicas inovadoras, cuja consolidação e êxito projetará para o Brasil nossa experiência local em áreas como educação, saúde, transporte público, segurança alimentar e agricultura. O salto de qualidade demanda estudos e pesquisas para identificar nessa experiência caminhos inventivos e fecundos que iluminem nosso país.

Ignacio Rangel, maranhense pouco conhecido dos maranhenses e respeitado nacionalmente pela capacidade analítica de longo prazo, integrou a assessoria de vários Presidentes da República, de Getúlio a Jango, ajudando a criar instituições importantes para o desenvolvimento, como BNDES, Eletrobrás e Petrobrás. Em um dos seus raros textos sobre o Maranhão, datado de 1989, afirmava que os fatores de localização colocariam nosso estado em uma posição de elite e deixaríamos de ser a “Terra do já teve”.

Rangel vislumbrava o Porto do Itaqui, a Ferrovia Carajás-Itaqui, a Ferrovia Norte-Sul e as rodovias ligando São Luís à Callao no Peru, captava o crescente agronegócio no sul maranhense, o impacto da indústria de transformação do minério de ferro, apostava em uma promissora agricultura irrigada da Baixada e propunha uma Ferrovia que ligasse a Carajás-Itaqui ao porto de Callao no Peru, integrando Atlântico e Pacífico. A linha que presidia a reflexão de Rangel exigia o pensar GRANDE.

Superar a incerteza de 2017 nos desafia a atualizar o pensar GRANDE de Ignacio Rangel para que os fatores de localização por ele apontados acendam crescimento econômico, prosperidade, dignidade e justiça social. Essa é a inspiração para um debate sobre desenvolvimento que ultrapassa as fronteiras do Maranhão.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

DOIS ANOS DE MUDANÇA E DESENVOLVIMENTO NO MARANHÃO


Jhonatan Almada, Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação 


Estamos finalizando o segundo ano do Governo Flávio Dino e os resultados são claros, consequentes e focados, daí o ânimo da oposição em ampliar as críticas e os ataques inclusive com mentiras deslavadas, desvario parlamentar e pirotecnias midiáticas.

Em 2 anos implantamos a primeira rede de educação profissionalizante, a primeira rede de hospitais regionais, a primeira universidade regional e programas descentralizados que circulam o Maranhão com ações de melhoria dos indicadores municipais, alfabetização, formação juvenil, oficinas de ciências, atendimento médico familiar, assistência técnica agrícola, sistemas agrícolas,  restaurantes populares, cozinhas comunitárias, novas estradas, praças, asfalto e transporte escolar.

O balanço desses 2 anos é complexo e não comporta único artigo. Importante perceber que o inconformismo de quem pertencia ao antigo regime cresce proporcionalmente em relação ao sucesso das políticas públicas implementadas pelo Governo Flávio Dino.

As táticas utilizadas variam: o falso psicologismo para tecer considerações sobre a mente e comportamento do governador, a velha demonização do comunismo vinda de quem não conhece vida fora do poder patrimonialista, os pretensos conselheiros sobre a arte de governar que por escutarem a si mesmos e os corruptos de sempre julgam saber ensinar como se deve governar, os vaticínios sobre a violência vindos do velho morubixaba que nunca pôs tijolo em presídio ou viatura na rua, as fofocas de blogueiros viúvos com baixíssimo repertório cultural e explícito malcaratismo, a direita local disforme que busca uma identidade e vê esperança no anticomunismo para se amoldar, enfim, as mentiras propagadas via redes sociais são apenas a ponta de um mal-estar profundo daqueles que estão fora sem poder e sem condições de enriquecer a custa do governo. 

Uma das mais desgastadas e muito utilizadas na campanha de 2014 era afirmar que não tínhamos projeto de desenvolvimento para o Maranhão ou uma estratégia de longo prazo. Novamente vejo criarem economistas obscuros ou ressuscitarem receitas com cheiro de mofo para tratar do mesmo assunto. 

Vamos enfrentar esse debate sobre o desenvolvimento em primeiro lugar destacando que o Governo Flávio Dino trabalha pela criação das condições fundamentais para o desenvolvimento, investindo em saúde regionalizada, educação integral e educação profissionalizante, por exemplo. Essa é a estratégia central e de longo prazo. Em segundo lugar o Governo Flávio Dino focaliza políticas de assistência e promoção social nos municípios com menor IDH, não para elevar esse indicador por si só, mas como priorização dos mais pobres e aposta de que podem sim iniciar ciclos virtuosos a partir desses investimentos. Em terceiro lugar praticamos políticas de incentivos fiscais e atração de empresas articuladas aos investimentos em infraestrutura e educação profissionalizante para que os arranjos produtivos regionais passem, de fato, do eterno potencial para o realizado.

Criar condições para o desenvolvimento, superar a pobreza onde ela é mais aguda e estimular investimentos produtivos são três elementos da estratégia de longo prazo enunciada no programa de governo e executada ao longo desses 2 anos em ambiente econômico adverso e instável. Seguimos firmes e conscientes do muito que há por fazer e do papel de iniciadores que nos compete. 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

DEZ ANOS DO IEMA/ESTALEIRO-ESCOLA

Jhonatan Almada, Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação


Nesta semana começamos a programação alusiva aos 10 anos do Estaleiro-Escola, hoje Unidade Vocacional do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão-IEMA, em franco processo de recuperação e melhorias desde o início do Governo Flávio Dino. O Estaleiro-Escola é um equipamento público educacional de natureza muito especial, fundado com o objetivo nobre de preservar as artes da construção naval artesanal do Maranhão.

Phelipe Andrés foi o fundador do Estaleiro-Escola a partir dos estudos básicos que viabilizaram a identificação do local e fundamentaram o financiamento público para a construção e recuperação do imóvel em ruínas, isso tudo durou mais de 20 anos entre a concepção e a materialização. A alma do Estaleiro-Escola são os mestres de ofício que possuem saber singular a ser preservado e transmitido no âmbito dessa instituição, cuja equipe se dedica carinhosamente para seu bom funcionamento.

Recebemos a visita e palestra do navegador Amyr Klink, patrono do Centro de Documentação e Pesquisa que guarda acervo precioso da área naval, parte deste acervo doado pelo próprio Klink. Na ocasião, informei-o que já investimos mais de R$ 100 mil na recuperação estrutural do prédio, com previsão de inaugurarmos uma Praça que receberá o nome do Mestre Pedro Alcântara e o Cais que homenageará o Mestre Nhozinho. Relatei ainda que ligamos o prédio à Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) disponibilizando internet banda larga para as atividades educacionais e culturais ali desenvolvidas.

Dia 8 de dezembro ocorreu o lançamento do filme sobre o Mestre Benedito no Cine Praia Grande resgatando a história de vida desse navegador solitário de 80 anos cujo barco se chama “O Império de um Navegador”. Os saberes desse mestre estão agora eternizados pela arte do cinema o que significa valorizar nossa cultura de forma prática e concreta.

Iremos inaugurar a Praça, o Cais e a Sala Minha Gente Maranhão no Estaleiro-Escola dia 15 de dezembro, ocasião em prestaremos homenagens aos mestres e às pessoas que colaboraram nestes 10 anos para a fundação e permanência deste importante equipamento público. Ressalto a parceria inédita com o Porto do Itaqui (EMAP) firmada este ano por intermédio de seu presidente Ted Lago.

Neste sentido, criamos o Programa de Certificação Social-Profissional do IEMA com o objetivo de reconhecer as competências profissionais dos mestres de ofício de várias áreas do conhecimento. Isso possibilitará que estes possam formalmente obter certificados de sua habilitação profissional para fins de reconhecimento do mercado de trabalho e aposentadoria. Esta é a principal inovação que o IEMA aporta para a educação profissional e tecnológica estadual, saímos do zero em 2015 e finalizamos este ano com 16 unidades funcionando, criando pela primeira vez uma rede de ensino técnico no Maranhão.

Ao elogiar a permanência do Estaleiro-Escola, Amyr Klink parabenizou o Governo do Maranhão e pediu que essa iniciativa ímpar pudesse ser multiplicada, considerando que a educação profissionalizante é opção de carreira para os jovens de países como Alemanha ou Suíça.

Klink conhece os sistemas educacionais desses e de outros países, e tem observado a relevância do ensino técnico lá. Entende que o investimento nessa área poderá incluir e dignificar a vida de milhares de maranhenses; estão aí os últimos resultados do PISA evidenciando o bom desempenho dos Institutos Federais.

O Governo do Maranhão em 2017 continuará a expansão da rede do IEMA com as novas unidades de São José de Ribamar, Coroatá, Axixá e Timon, e até 2018, teremos cerca de 10 mil maranhenses estudando e conquistando horizontes profissionais mais prósperos e fecundos.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

O IEMA RUMO A NOVAS CONQUISTAS


Jhonatan Almada, Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação


O Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão-IEMA foi criado no Governo Flávio Dino e completa 10 meses de funcionamento com as Unidades Plenas de São Luís, Bacabeira e Pindaré-Mirim, contando com mais de 600 estudantes cursando ensino médio técnico de tempo integral com modelo pedagógico inovador. Temos ainda as Unidades Vocacionais onde capacitamos mais de 2 mil pessoas em cursos como Agricultura Orgânica (Bequimão), Artefatos de Couro (Ribeiraozinho), Produção de Sorvetes (Caxias) ou Cooperativismo (Codó). 

Não é um investimento pequeno, sobretudo em tempos de forte crise econômica e queda brutal nas transferências federais que já subtraíram mais de 1 bilhão do Maranhão. O custeio médio mensal de uma Unidade Plena do IEMA representa investimento de R$ 243 mil, perfazendo R$ 2,9 milhões ano. Os cursos realizados ou em fase de conclusão das Unidades Vocacionais do IEMA representam investimento de R$ 1,2 milhão na qualificação profissional voltada para o mercado e a geração de trabalho e renda. Isso é valorizar concretamente a educação em tempos de crise, cortes e arrocho.

Ouvi depoimento de um diplomata dos Estados Unidos que ressaltou a importância e a singularidade disso. Participando da recepção dos intercambistas do Programa Cidadão do Mundo, o diplomata destacou que o Nordeste dispõe de menos recursos comparativamente a outras regiões, contudo, lidera na priorização do investimento no setor mais estratégico para o futuro de todos, a educação.

Nestes 10 meses os estudantes do IEMA participaram e foram premiados na Olimpíada Brasileira de Geografia, Mostra Brasileira de Foguetes, Torneio Juvenil de Robótica, Olimpíada Brasileira de Robótica e Olimpíada Brasileira da Matemática das Escolas Públicas, graças ao trabalho dedicado de nossas equipes gestoras e dos professores, os quais aprovaram inúmeros projetos de iniciação científica júnior e realização de eventos científicos nos editais da FAPEMA. Estes resultados legitimam os recursos aplicados, sobretudo se considerarmos que esses estudantes concluirão o ensino médio técnico em tempo integral em 2018, poderão, portanto, conquistar muito mais.

Esta semana realizamos a formação para o acolhimento das novas turmas do IEMA nas Unidades Plenas que serão inauguradas em 2017 nas cidades de São José de Ribamar, Coroatá, Timon e Axixá. O acolhimento integra o modelo pedagógico inovador, os atuais estudantes receberão os novos com respeito e alteridade para que eles se sintam acolhidos e motivados. O acolhimento ocorre todos os dias antes das aulas. 

É importante ressaltar os diferenciais do modelo pedagógico do IEMA. Os estudantes ficam conosco das 7 às 17 horas, realizam três refeições na escola, tem laboratórios, internet, biblioteca e quadra poliesportiva. O currículo é constituído por base nacional comum, parte diversificada e base técnica. Os estudantes constroem junto com os professores as disciplinas eletivas da parte diversificada, conforme temas de seu interesse e alinhados aos cursos técnicos ofertados. Existem momentos reservados para a tutoria e estudo orientado cujo objetivo é reforçar o papel do professor. Por iniciativa própria, os estudantes criam os clubes de protagonismo para fortalecer sua participação cidadã, ativa e democrática na sociedade. 

Os professores que atuam no IEMA tem regime de 40 horas em tempo integral com planejamento na unidade escolar, além da remuneração condizente (2ª melhor do Brasil) também recebem gratificação de 25% pelo trabalho em escola técnica de tempo integral. A permanência no IEMA, tanto de professores quanto das equipes gestoras está condicionada pelo desempenho nas avaliações semestrais que realizamos com o objetivo de garantir crescentes padrões de qualidade no ensino. Ofertamos programa permanente de formação continuada e em 2017 planejamos iniciar a residência pedagógica internacional com o objetivo de conhecer experiências de outros países para o desenvolvimento de inovações na ensino.

Criamos o Programa IEMA no Mundo em parceria com a iniciativa privada, ele oportunizará aos nossos estudantes cursarem parte do ensino médio no exterior com todas as despesas pagas pela empresa Via Mundo e Governo do Maranhão.

Aplicamos Pesquisa de Satisfação 2016 junto a famílias, professores, gestores e estudantes com o objetivo de aferir o que está bom e o que precisamos melhorar nas Unidades do IEMA de São Luís, Bacabeira e Pindaré. O Índice de Satisfação foi de 63,6% destacando-se os itens ambiente escolar, refeições, livros, biblioteca, horários, corpo docente, corpo administrativo e laboratórios. Ainda temos muito o que melhorar, por isso realizamos acompanhamento de gestão mensalmente e reuniões por segmento analisando cada item relevante para a qualidade do ensino. 

Estão abertas inscrições para as novas turmas de 2017 nas Unidades Plenas do IEMA com a oferta de 1.050 vagas em 24 cursos de ensino médio técnico em tempo integral. Temos nos dedicado de forma permanente para que o IEMA ofereça educação profissional de qualidade e acreditamos que pelos acúmulos sucessivos alcançaremos a excelência no ensino técnico integral até 2024.

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