quinta-feira, 8 de junho de 2017

O IEMA INOVA COM EDUCAÇÃO TÉCNICA INTEGRAL



Jhonatan Almada, historiador.


Começamos a implantação do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) dia 1º de janeiro de 2015 quando era uma folha de papel com este nome. Atentos ao fraco desempenho do Governo do Estado na oferta de qualificação profissional para nosso povo e o desinteresse dos jovens pela educação tradicional, pensamos que o IEMA poderia ocupar este espaço e ser referência.

O diferencial do IEMA em relação à rede federal e sistema S é que trabalhamos com educação técnica integral. O modelo pedagógico inovador tem duas linhas de implementação: a institucional e a escolar. Quanto à linha institucional, 2015 foi o Ano da Implantação (equipes, infraestrutura e equipamentos), 2016 foi o Ano da Consolidação (matrícula, funcionamento, avaliação), 2017 foi o Ano da Expansão (saímos de 3 para 7 unidades). Quanto à linha escolar, cada unidade passa pela fase da Sobrevivência (Ano I), Crescimento (Ano II) e Sustentabilidade (Ano III), as quais são permanentemente acompanhadas (mensal, trimestral, semestral) pela nossa equipe gestora com formação continuada, avaliação coletiva e correções de rumo. 

O modelo do IEMA tem por meta formar sujeitos autônomos, solidários e competentes. O centro do modelo é o projeto de vida de cada estudante, auxiliamos a cada um no desenho desse projeto com formação acadêmica de excelência, formação para a vida e formação nas competências do século XXI. O currículo reúne base nacional comum, parte diversificada (conteúdos construídos pelos estudantes e professores) e base técnica (conforme o curso).

Os cursos técnicos são definidos a partir de estudo do arranjo produtivo local, rodada de diálogos com segmentos da sociedade local e regional, por fim, realizamos audiência pública onde são colhidos subsídios finais. Isso permite que os cursos estejam de fato conectados com as necessidades locais, sem descuidar das demandas regionais e transformações globais que a economia experimenta. 

Um dos valores que cultivamos é a inovação. Implantamos o uniforme inteligente que envia mensagem aos celulares dos pais e responsáveis sempre que seus filhos chegam e saem do IEMA. Além disso, também recebem notas e avisos importantes da escola por intermédio do mesmo sistema. Isso dá maior segurança para as famílias e permite acompanhamento mais próximo dos estudantes. Estamos aperfeiçoando o sistema para lançar o aplicativo para celular. 

O programa IEMA no Mundo é outra inovação. Nossos estudantes concorrem a bolsas de estudo no exterior em que cursam parte do ensino médio em escolas dos Estados Unidos, Alemanha e Argentina. A oportunidade de realizar intercâmbio acadêmico no ensino médio objetiva robustecer o currículo de nossos estudantes, propiciar imersão em outra cultura e o domínio de idioma estrangeiro. Nossos estudantes ganharão em termos de maturidade e capacidade de enfrentar os desafios contemporâneos.

Os indicadores do IEMA tem referendado nosso modelo ao registrarem 98% de frequência escolar, 2% de evasão e 95% de aprovação. Nossas conquistas em Olímpiadas do Conhecimento e competições internacionais são exemplos concretos daquilo que os números indicam. Essa semana nossos estudantes participaram do Torneio Internacional de Robótica (ITR), concorrendo com 243 equipes de 3 países, foram premiados nas cinco modalidades da competição, duas em 1º lugar e cinco em 2º lugar, meninos e meninas de Pindaré-Mirim e São Luís do Maranhão.

Preocupação central é não crescer de forma descontrolada ou oferecer ensino de forma massificada. O IEMA tem condições de funcionar bem em cidades médias e grandes com demanda por educação profissionalizante, mas não pode, não deve e nem pretende substituir a rede regular de ensino.

Em face disso, o processo de expansão tem seguido ciclo que garante a manutenção dos padrões de qualidade desejados por todos nós. O próximo ciclo de expansão prevê a implantação do IEMA em Cururupu, Santa Inês e Brejo, otimizando a ocupação de prédios existentes ou concluindo obras que foram abandonadas. 

sexta-feira, 2 de junho de 2017

CIÊNCIA PARA O DESENVOLVIMENTO



Jhonatan Almada, historiador


O Maranhão tem singularidades muito próprias que ao principiante podem escapar em uma primeira mirada. Temos uma oposição desorientada que se declara contra a criação de novas Universidades, mas vota a favor da criação. Temos certos setores conservadores que não querem ver os maranhenses mais humildes viajarem para o exterior. Temos gente que acredita na capacidade do Governo de Estado de fazer política econômica, algo exclusivo da União. Encontramos até quem acredite que o Governo do Estado tem de fazer todas as obrigações dos municípios, isentando as prefeituras do seu papel de ente federativo com responsabilidades próprias. 

Essas singularidades evidenciam o enorme desafio que enfrentamos ao realizar Governo voltado para os interesses e necessidades dos mais humildes, sem descuidar do apoio ao setor empresarial. Equilíbrio que tem assegurado mais empregos e crescimento econômico ao Maranhão, respaldando-nos em gestão fiscal séria, transparente e reconhecida internacionalmente pelas principais agências externas de avaliação de risco. 

O debate sobre a contribuição da ciência, tecnologia e inovação foi incorporado à sociedade, colocamos na agenda um setor antes relegado a papel secundário. Fizemos isso sem recorrer a pirotecnias, unicamente focamos em ações de formação de pessoas, criação de infraestrutura tecnológica e fomento de áreas estratégicas para que possamos crescer com sustentabilidade. Não foi simples organizar e planejar no curto prazo, mais complexo ainda construir no longo prazo. 

Cito o exemplo do setor aeroespacial que estamos priorizando com atenção especial. O grande sentido do que estamos fazendo passa pela geração de emprego e renda no Maranhão, transformando o potencial em real. Por isso, o primeiro eixo é o de formação de pessoas, onde articulamos a graduação em Engenharia Aeroespacial (UFMA/ITA), abrimos o Mestrado Profissional (UEMA/ITA) e estamos construindo a proposta do Doutorado Profissional em Rede (UFMA/UEMA/UFC/UFRN/UFPE/ITA). O diferencial da formação delineada é a relação com o mundo produtivo, a pesquisa estará à serviço da solução de problemas nas empresas a partir da inovação. 

Deveremos apoiar forte processo de internacionalização que contemple estágios e workshops dos nossos estudantes e pesquisadores em empresas de referência, enriquecendo as pesquisas desenvolvidas, mas sobretudo, prospectando futuros negócios em complementaridade com os clusters da área aeronáutica e espacial existentes no mundo. 

O segundo eixo se refere à infraestrutura tecnológica que se baseia no Parque Tecnológico em rede. Teremos a elaboração do projeto de viabilidade, a implantação de laboratórios de nanossatélites e hub de inovação, a capacitação para futuros empreendedores no setor, o mapeamento dos arranjos produtivos que poderão ser desenvolvidos e o levantamento da infraestrutura laboratorial existente nas instituições de pesquisa. Esse conjunto deverá fluir para a criação do primeiro Parque Tecnológico do Maranhão. 

O terceiro eixo se refere ao fomento de áreas estratégicas que temos priorizado por intermédio da criação dos Institutos Estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação (IECTs), com apoio e financiamento da FAPEMA. Temos os de energias renováveis, biotecnologia e economia criativa em implantação, esperamos receber propostas na área de agricultura familiar, doenças tropicais e engenharia aeroespacial. 

Precisamos virar a página de uma ciência autocentrada que recebe milhões de reais por ano e não consegue sequer esboçar seus resultados para além dos interesses individuais de quem pesquisa. Nosso objetivo é a que ciência seja de fato instrumento de transformação social para um Maranhão desenvolvido, eis ao que nos dedicamos com bastante rigor.

A educação científica é chave para que essa outra ciência seja possível, temos construído esse caminho pela implantação das unidades do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia (IEMA), a realização do programa Luminar Caravana da Ciência e a criação do Centro de Educação Científica do IEMA. Iniciativas estruturantes que se mostram fecundas em possibilidades e oportunidades para uma nova geração de maranhenses, autônomos, solidários e competentes.

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