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OS PROFESSORES SÃO O CENTRO DA QUALIDADE

Os professores são o centro da qualidade do processo educativo, portanto, formá-los bem é estratégico para qualquer sistema ou rede. O Anuário da Educação Básica Brasileira do movimento Todos pela Educação nos traz elementos da evolução recente e os desafios pendentes.

A profissão docente é essencialmente feminina. Dos 2,2 milhões professores da educação básica, 1,78 milhão são mulheres, essa prevalência ocorre em todas as etapas, da educação infantil ao ensino médio. A educação superior apresenta quase inversão, com maior presença masculina.

O número de professores com nível superior vem crescendo ao longo dos últimos dez anos, algo muito positivo, quase 80% dos professores da educação básica tem titulação de nível superior. É claro que esse dado geral esconde as disparidades regionais, ainda por serem superadas, sobretudo nas redes estaduais e municipais dos estados menos desenvolvidos.

A formação continuada ou a busca permanente por qualificação dos professores da educação básica ain…
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COMPROMISSO PELA EDUCAÇÃO BÁSICA

Hoje foi lançado o Compromisso Nacional pela Educação Básica como iniciativa do Ministério da Educação-MEC, Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação-CONSED e União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação-UNDIME, faço alguns comentários sobre esse documento.

1. O primeiro elemento a se considerar é que qualquer programa, projeto ou ação na área de educação, obrigatoriamente, precisa estar referido às metas do Plano Nacional de Educação ou seus documentos correlatos em âmbito estadual e municipal, sem isso, a lei não faz sentido.

2. Após 6 meses sem rumo na área de educação, o Governo atual finalmente disse o que será feito. As ações propostas estão apoiadas em evidências e não mais em ideologias, exceção se faz ao projeto de escolas cívico-militares. Essas escolas são para poucos e excluem pelo seletivo.

3. A ideia de visão de futuro é algo muito positivo, para fazer um coletivo avançar e aceitar ser liderado é preciso explicar o onde se quer chegar. O navio não c…

A CRISE DE APRENDIZAGEM

Comentarei sobre os dados e informações do Anuário Brasileiro da Educação Básica, ótimo documento produzido pelo movimento Todos pela Educação e que traz os nossos principais desafios à luz das metas do Plano Nacional de Educação, por agora abordo pontos que me chamaram atenção.

Em primeiro lugar, o gigantismo da rede pública de educação básica: 39,4 milhões de matrículas, 2,2 milhões de professores e 141 mil escolas. Rede dessa magnitude não permite amadorismo ou tentativa e erro como eixos de qualquer trabalho que queira ser levado a sério.

A educação profissional continua alijada como alternativa para o ensino médio, apesar da expansão dos últimos anos, 1,13 milhão de matrículas da educação profissional para 6,7 milhões de matrículas no ensino médio da rede pública. A expansão da oferta é o problema central ainda.

Os mais pobres dependem da escola pública, a classe média também. Pelo menos 31,8% das matrículas apontam para nível socioeconômico médio e 23,1% médio-alto. É lamentáve…

APRENDIZADOS PARA NOVAS NAVEGAÇÕES

Esta semana as avaliações internacionais reafirmaram algo que os resultados de desempenho da Rede Federal de Educação Profissional já apontavam.

A Fundação Lemann trouxe o PISA-S, exame da Organização de Cooperação para o Desenvolvimento Econômico-OCDE, com recorte para a avaliação das escolas e o aplicou em escolas de 6 estados brasileiros. Chama a atenção o desempenho das escolas do Centro Paula Souza de São Paulo, co-irmão do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão-IEMA. O ensino médio integrado à educação profissional obteve excepcional resultado.

O Centro Paula Souza é organizado em Etecs (nível médio) e Fatecs (nível superior). As Etecs avaliadas superaram Finlândia, Canadá e Japão em matemática, ciências e leitura. Escolas como a Etec Jardim Ângela localizada no bairro com quarto pior IDH da capital São Paulo.

Laura Lagná que é a superintendente do Centro Paula Souza, destaca quatro aspectos para esse resultado: capacitação de professores em metodol…

A ESCOLA É DO POVO

O livro “Nossa escola é uma calamidade” de Darcy Ribeiro foi publicado há 35 anos. Ali ele apresenta sua crítica ao sistema educacional, em especial, quanto à então escola primária. Como intelectual fiel a si mesmo, vai além da crítica, propõe medidas para solucionarem esse problema, nascia os Centros Integrados de Educação Pública. Penso que após tantas décadas é necessário escrevermos outro livro para destacar as transformações e experiências positivas que surgiram no Brasil.

A Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica com os Institutos Federais, Cefets MG e RJ, Colégios Técnicos e Universidades Tecnológicas é um exemplo de êxito quando pensamos a educação profissional de nível médio e superior. O professor Rogério Telles, do Instituto Federal do Maranhão-IFMA sempre cita os resultados da última avaliação internacional do PISA, a Rede Federal se fosse um país estaria em 11º lugar em Ciências, 2º lugar em Leitura, à frente de Canadá e Hong Kong, e 30º lugar em Matemática.

T…

A CIÊNCIA ESTÁ AMEAÇADA

A elite política ainda não compreende a importância do investimento em educação, isso é sabido. Compreende menos ainda a relevância de se investir em ciência, tecnologia e inovação, basta constatar que o programa espacial brasileiro recebeu menos de 100 milhões de dólares por ano, enquanto os países que dominam a exploração espacial aplicam acima de 1 bilhão de dólares por ano. Afirmo isso em um contexto de retomada das discussões quanto à exploração da Base de Alcântara para fins comerciais pelos Estados Unidos e possivelmente outros países interessados.

No entanto, devo reconhecer o esforço genuíno da bancada maranhense na Câmara dos Deputados e no Senado Federal para fazer que isso dê certo dessa vez. E, reconheço também o empenho do Ministério da Ciência e Tecnologia em materializar essa exploração com possibilidade de ganhos reais para o Maranhão em tempos da mais desanimadora paralisia e escassez absoluta de futuros.

Não é a primeira vez que a Base contagia os maranhenses, poderi…

REMOVENDO MONTANHAS

O primeiro semestre de 2019 caminha para seu final e o país continua paralisado, sobretudo em políticas públicas fundamentais como educação. A aposta na memória curta do brasileiro e na mitificação produzida pela política nos fazem refém dos retumbantes do momento, ignorando que as mudanças estruturais e sustentáveis dependem de tempo, planejamento e continuidade, acaso não foi assim na Coréia do Sul arrasada pela guerra, na China por séculos explorada pelas potências ocidentais ou no Uruguai após a ditadura militar?

Os chineses contam a história de um velho que removeu as montanhas, chamavam-no de Velho Tonto das Montanhas do Norte, de tonto não tinha nada, era experiente, caçador, agricultor, marceneiro, carpinteiro, pedreiro, além de ser um líder honesto e sem ardis. As terras em que trabalhava estavam ficando insuficientes para o sustento da família, as dificuldades se agravavam por serem terras no sopé de duas montanhas, ou seja, com pedras por remover e canais por escavar para…

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