sábado, 26 de outubro de 2013

O ERRO 4652 DA TAM

O ERRO 4652 DA TAM

Jhonatan Almada, historiador.


As companhias aéreas brasileiras como outras de países em crescimento econômico fazem inúmeras promoções para fisgar os potenciais clientes. Houve uma significativa democratização no acesso a esses serviços. Os aeroportos superlotados, os reiterados atrasos, as reformas intermináveis e a carência de funcionários para atender a necessária expansão da infraestrutura e dos serviços são patentes e publicamente conhecidos. A primeira década desse século é emblemática nesse sentido.

Conquistado o “mercado”, quase monopolizado, as empresas elevam os preços ou fazem promoções inviáveis em horários ruins ou obrigando-nos a prolongar a permanência em outra cidade. Talvez a estratégia mais refinada para nos obrigar a pagar mais seja os chamados “erros de sistema”. Os sistemas existem para facilitar a nossa vida, contudo, temos a sensação de que nossa vida se submete aos erros de sistema.

A TAM Linhas Aéreas é disparada a principal empresa a utilizar-se dessa estratégia. O cliente tenta comprar uma passagem no cartão de crédito. O cartão de crédito tem limite, entretanto, mesmo você preenchendo o cipoal de informações solicitadas, aparece o código de erro 4652. Aí não tem jeito ou você irá comprar por telefone ou terá que ir a uma loja da TAM. Nos dois casos pagará mais caro, terá que arcar com mais uma taxa de serviço e terá que pagar em espécie, pois não aceitam aquele cartão de crédito que você tem.

Claro, nós podemos recorrer aos serviços de proteção do consumidor ou a justiça. Entretanto, sabemos o quanto isso demora e como a resposta não chegará a tempo de atender a nossa necessidade de trabalho ou entretenimento.

À medida que o Brasil cresce economicamente e a demanda por serviços se expande, fica transparente o quanto as empresas de aviação estão aquém de qualquer padrão mínimo de qualidade e o quanto estamos reféns de duas ou três empresas desse setor. 

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