sexta-feira, 28 de abril de 2017

NOVO PERFIL DE GESTOR PÚBLICO



Jhonatan Almada, historiador


Vivemos tempos de julgamento midiático antecipado, basta uma fala para colocar reputações em jogo. Lamentável quadro em que o funcionamento do sistema político brasileiro nos jogou, agravado por repactuações da elite no poder passando a conta da crise ao povo pela subtração de direitos consagrados. Não há sinais no horizonte próximo que indiquem melhoria ou superação consistente das crises reiteradas em que estamos mergulhados. As forças políticas não conseguem reagir e repor sua capacidade de agenda, por isso os agentes do NÃO estão conduzindo nosso país para o precipício vendido como terra da promissão.


A derrocada da política como prática exige respostas por parte de seus agentes. Os que chegaram das últimas eleições municipais evidenciam caminhos possíveis para recompormos a confiança do povo na política. As redes sociais possibilitam aos cidadãos poderoso instrumento que devassa os políticos na sua vida pessoal e no seu desempenho administrativo pela comparação com outros políticos do Brasil e do mundo. Os que não conseguem perceber esse novo momento e tentam reproduzir as velhas práticas se veem desgastados rapidamente. Aqueles que conseguem captar e ter responsividade eficaz se destacam. 


A delegação de competências não funciona como antes no mundo infernal das redes sociais. É indispensável estar presente e pessoalmente comprometido com o trabalho na gestão pública, pois se guiar somente pelos relatórios de terceiros é equivocado. Corre-se o risco de chancelar visões parciais que induzem o gestor ao erro, sobretudo agora em que é fundamental ter a visão completa da situação e dos detalhes. 


Ninguém mais tem paciência de esperar meses ou anos para que os gestores públicos apresentem resultados ou digam a que vieram. Eis algo pouco compreendido por parte dos políticos mais conservadores que ainda imprimem ritmo lento ou jogam com  desculpas recorrentes. O gestor anterior é o culpado, demora licitar, não tem recurso ou existe muita burocracia, exemplificam desculpas não mais aceitas. Gerir exige trabalho dedicado, atencioso e enérgico para fazer andar, pois infelizmente a administração pública não funciona sem pressão e cobrança permanentes.


Debruçados em nossos trabalhos, temos que fazer e refazer infinitas vezes até que a administração pública consiga absorver a nova cultura e altere suas práticas lentíssimas. Puxadas de tapete, interesses obscuros, vaidades, inimigos ocultos, cotoveladas ou a imorredoura preguiça desafiam o gestor público a lutar sem descanso. Passamos um dia ou uma semana sem tocar em determinada questão, quase certeza que continuará do mesmo jeito e no mesmo lugar. 


O novo perfil da gestão pública tem como desafio demolir esse edifício e reconstruir em bases sólidas outra forma de fazer política e administrar o erário.


Nas andanças pelo Maranhão ouço depoimentos que comparam a atuação do secretariado do Governo Flávio Dino com o de governos anteriores. Afirmam que os secretários anteriores eram distantes do povo, incapazes de se incluírem como iguais e mantinham verdadeiros cordões de isolamento para quem desejava chegar perto. Hoje vemos secretários que dialogam, debatem, respondem, dizem sim quando é sim e não quando é não. Não somos sabichões galardoados, mas servidores públicos com mais responsabilidades que as usuais.


Em face disso, o principal esporte dos meios intelectuais e midiáticos do Maranhão é tecer análises quanto ao governo e ao governador Flávio Dino, ora comparando-o com outros governantes, sempre para minimizar seu trabalho, ora para se apresentar como conselheiros disponíveis para lhe ensinar como se deve governar. Análises armadas em egos e arrogâncias inconcebíveis. O pano de fundo é justamente a capacidade de resposta do governo em tempos acelerados e a mudança geracional que ele opera na elite política local.


O incômodo de muitos que passaram pelas funções de Estado é ver ações, projetos e programas ocorrendo sob a liderança de jovens e maduros. Dói saber que sempre foi possível fazer, mas não foram eles que fizeram, por limitações pessoais ou da conjuntura. Dói mais ainda perceberem que o brilho não vem de armações, negociatas ou pastiches, o brilho vem das entregas reais ao povo, todas de interesse público e feitas com humildade, seriedade e correção. 

O fato de nossos acertos superarem em muito nossos erros fere de morte os cobiçosos que antes tudo tinham. Não podemos nos pautar por essas disputas apequenadas, mas sim perseverar no trabalho, pois o tempo passa cada vez mais rápido e como flecha atirada não volta atrás.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

SOU FLÁVIO DINO



Jhonatan Almada, historiador


O Governador Flávio Dino tem se dedicado todos os dias para recuperar o Maranhão da herança maldita que recebeu do antigo regime que aqui governou. Tenho a honra de servir ao seu lado. Tocamos o maior programa de investimentos em infraestrutura e programas sociais de nossa história, mais de 890 obras entre escolas, hospitais, estradas e serviços públicos de qualidade.

Estamos combatendo um passado ainda presente. O maranhense hoje pode estudar em uma escola digna, com professor recebendo o maior salário do país, com salas climatizadas, laboratórios, bibliotecas; comprar seu material escolar com o Bolsa Escola; ir a um dos Hospitais Regionais para cuidar de sua saúde; se preparar para a Universidade com o Aulão do Enem; fazer pesquisa com o Geração Ciência; estudar no exterior com o Cidadão do Mundo; ter acesso a assistência de saúde em casa com a Força Estadual de Saúde; ter água na torneira com o Água para Todos; ter estímulos para geração de emprego e renda com o Mais Empresas, o Rua Digna e o Mais Empregos; ter mobilidade urbana com o Travessia e o Expresso Metropolitano. Atuamos em todas as políticas públicas para criar ciclo virtuoso de desenvolvimento no Maranhão.

Eis síntese em poucas linhas do esforço colossal que empreendemos no Maranhão, com crise econômica brutal e instabilidade política nacional. Finanças públicas bem geridas e dinheiro público aplicado em benefício do povo como nunca ocorreu aqui, eis o que incomoda muita gente. 

Conheço Flávio Dino e trabalho com ele, de domingo a domingo, sem descanso ou feriado. Tem as mãos limpas e uma vida a serviço do povo em todas as frentes de trabalho que atuou. Sei e vejo sua dedicação e compromisso para transformar o Maranhão em um lugar melhor e mais digno de se viver. Ninguém faz isso por dinheiro ou vaidade. Pulsa sentimento, verdade e coragem na luta que move suas ações, uma luta permanente e firme para que possamos superar nossa gritante desigualdade social. Seria impossível fazermos tanta coisa em curto espaço de tempo sem sua liderança incansável, liderança pelo exemplo e dignidade. 

Nestes dois anos e três meses de governo no Maranhão nos combateram de todas as formas, tentaram de tudo para impor suas corrupções como nossas. Nada encontrando, remontam agora 10 anos atrás para ali criar algum fato que pudesse manchar a reputação de uma vida. Vencemos as eleições do Maranhão porque o povo decidiu; se fosse pelo dinheiro ou apoio das lideranças tradicionais nem sequer estaríamos aqui.
   
Flávio Dino sem precisar, já comprovou que nada tem a ver com as falsas ilações apresentadas. Está provada e documentada sua inocência. Eu acredito e confio na sua defesa porque conheço sua história e seu trabalho. 

Lutamos muito para chegar aqui, uma vida inteira para tirar o Maranhão do extravio da história. Não tenho nada além de meu trabalho para oferecer à causa de mudar nosso estado, estou engajado nisso com todo o coração e verdade, Flávio Dino me inspira e prova que é possível ser político, honesto e trabalhar pelo bem comum.

Por tudo isso, sou Flávio Dino!
 
 

PREFÁCIO AO SARNEYSISMO








Jhonatan Almada, historiador


Neste texto expressaremos o que seriam as linhas características do modo peculiar de exercício do poder do grupo liderado por José Sarney. Esse modo peculiar consensualmente passou a ser denominado sarneysismo, máquina de controle e manutenção do poder que moeu vidas de maranhenses e enriqueceu a família e os associados.

Não há aqui a obrigação de tudo caracterizar, mas apenas explicitar os elementos que consideramos marcantes na forma como esse poder foi exercido. Primeiro é fundamental dizer que as oligarquias sempre controlaram o poder no Maranhão, seus líderes tiveram muitos nomes. Sendo assim, o Sarneyzismo não é só o continuador do vitorinismo (de Vitorino Freire líder político que o precedeu), com os aperfeiçoamentos de estilo, também é o depositário de tradição política entranhada na formação social maranhense.

Os aperfeiçoamentos de estilo passam pela modernização conservadora imposta pela Ditadura de 1964 e incorporada à forma peculiar de exercício do poder que mencionamos. Isso significou: a retórica das grandes obras, sem a preocupação que internalizassem desenvolvimento com inclusão e equidade; a vendagem de reformas administrativas sem tocar ou alterar a cultura do serviço público; a tecnologia como fetiche e apoio da retórica de modernização, tornada como algo mágico e capaz de pelo simples toque transformar a realidade; a mídia eletrônica como sustentáculo e validador permanente da aludida modernização; as políticas públicas traduzidas na construção de prédios sem conteúdo e na ausência de direção ou manutenção que deem consistência para o investimento público ali aplicado. 

Se o genrismo prevaleceu na prática oligárquica do Maranhão durante o século XIX e início do século XX, com o Sarneysismo a sucessão dinástica direta e dentro dos quadros da família dominante prevalece como a forma de manter o poder e controlar sua distribuição. Vejam-se os deputados de oposição na atual legislatura da Assembleia Estadual, todos são filhos, netos e parentes. A sucessão dinástica foi implementada com Roseana Sarney, tentando-se a extrapolação para a esfera nacional, sem sucesso.

O culto à personalidade foi praticado por todos os oligarcas, a principal diferença em relação ao Sarneysismo se dá pela intensidade. Abundam ruas, avenidas, escolas, monumentos, hospitais, bibliotecas, auditórios, mercados com esse nome ou sobrenome. O mais curioso é argumentarem que esse culto vem do comunismo, ora, a pedido de Fidel Castro, Cuba aprovou lei proibindo que atribuam seu nome a qualquer coisa no país depois de seu falecimento, seja prédio ou monumento. 

A tentativa permanente de destruir os adversários se soma aos elementos supracitados. Isso se dá pelo auxílio da mídia eletrônica, bem como, das instâncias formais de restrição ou poda do poder, como a Justiça, o Tribunal de Contas, o Ministério Público e a Polícia. Instâncias que no Maranhão ainda guardam fortes vínculos e interesses orgânicos com o antigo regime, cumprindo ordens por intermédio de seus atores, ainda que eventualmente.

A mediação entre governos locais e governo federal sempre foi característica de todas as oligarquias antecedentes, entretanto, o antigo regime do Maranhão alcançou o perfeccionismo nessa prática. Alojaram-se em instâncias centrais e decisivas como o Senado Federal, o Tribunal de Contas da União, a Justiça Federal e órgãos do setor elétrico nacional.  Essa mediação perfeita enfrentou os primeiros abalos e desgastes significativos pela ação proativa do atual Governo do Maranhão nestes últimos dois anos.

O império econômico que respalda as iniciativas políticas foi constituído como anteparo e porto seguro dos reveses do poder. Os empreendimentos vão da mídia à construção civil, alinhavando esses interesses à concessão de incentivos fiscais quando estavam no governo. A política e a economia se retroalimentam no antigo regime sempre beneficiando familiares e o círculo próximo, garantindo assim que a acumulação de capital fique cingida às mesmas classes sociais.

Toda uma casta de intelectuais foi aboiada para cevar o sarneysismo em instâncias consagradas da cultura como a Academia de Letras. Esses intelectuais estão assegurados por aposentadorias generosas ou sociedade no império econômico para que possam realizar a defesa do antigo regime sem constrangimentos ou hesitações.

Esses são elementos introdutórios de esforço analítico que realizarei para desmistificar e deslindar o sarneysismo em suas dimensões política, econômica, social e intelectual, registrando em forma e conteúdo seus impactos na história do Maranhão, especialmente a aguda desigualdade e iniquidade aqui instaladas.

domingo, 9 de abril de 2017

O MARANHÃO NO MUNDO



Jhonatan Almada, Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação 

Existe uma citação muito usada extraída de Dom Quixote. O cavaleiro andante diz – “os cães ladram Sancho, sinal que estamos avançando”. Essa é a melhor citação para descrever o que ocorre atualmente no Maranhão. O Governo do Estado tem feito entregas de equipamentos, escolas, estradas e serviços públicos em ritmo invejável considerando a conjuntura de crise e a paralisia de outros governos e esferas. O povo se questiona porque nunca foi feito antes, o antigo regime sem resposta só consegue ladrar mentiras e levantar falsos problemas.


O Programa Cidadão do Mundo, criado por lei, chega na sua segunda edição. Primeiro programa de intercâmbio internacional do Governo do Estado, já enviou ao exterior mais de 100 jovens maranhenses para intercâmbio linguístico e estágio internacional. A redução do Programa Ciência sem Fronteiras, hoje restrito a pós-graduação, realçou mais ainda este trabalho.


Quando nós criamos o Cidadão do Mundo, aprendemos e nos inspiramos com o programa Ganhe o Mundo do Governo de Pernambuco criado pelo então governador Eduardo Campos, já falecido. Atualmente poucos estados mantêm programas similares, no Nordeste, além do Maranhão, existem programas em Pernambuco e Paraíba. 


O Cidadão do Mundo não é só enviar o jovem maranhense para o exterior. Esse jovem também passa a ser nosso embaixador e responsável pela divulgação de nossa cultura. O estrangeiro tem a percepção de que o turismo no Brasil ocorre exclusivamente em algumas praias do Nordeste e no Rio de Janeiro. Em cada sala de aula do exterior, nossos intercambistas convivem com pessoas do mundo inteiro e ministram palestras falando do Maranhão, isso também resulta em incremento da movimentação turística.   


A segunda edição do Cidadão do Mundo embarcou 70 jovens para Halifax (Canadá), Montreal (Canadá) e Córdoba (Argentina) com o objetivo de obterem domínio funcional de língua inglesa, francesa e espanhola. O Governo do Estado cobre as despesas de orientações pré-embarque, curso de idiomas, passagens, passaporte e visto, hospedagem, seguro saúde, assistência local e no exterior, e bolsa auxílio da FAPEMA.


Nosso público-alvo são os universitários que tenham feito ensino médio na rede pública e realizado o Exame Nacional do Ensino Médio-Enem, cuja nota é critério para a seleção. Nesta segunda edição, temos 62% dos intercambistas do gênero feminino, destes 39 são naturais de São Luís e 31 dos municípios de Imperatriz, Santa Inês, Arari, Pio XII, Anajatuba, Caxias, Pinheiro, Codó, Viana, Godofredo Viana, Pindaré-mirim, Pedreiras, Paço do Lumiar, Brejo, Rosário e São Mateus.
  

A maioria destes jovens fez o ensino médio na rede pública estadual, cerca de 56%, outros 30% fizeram na rede federal, 11% em instituições sem fins lucrativos e 3% escolas vinculadas ao Sistema S. Todos estão cursando o ensino superior, sendo 61% na Universidade Federal do Maranhão, 16% na Universidade Estadual do Maranhão, 12% no Instituto Federal do Maranhão e 11% em instituições particulares. Estão divididos nas áreas de humanas (44%), exatas (33%) e da saúde (23%). 


É importante observar que esses jovens já avançaram para além dos próprios pais e responsáveis. Quando analisamos a escolaridade dos pais observamos que somente 28% tem nível superior, 48% tem nível médio, 16% ensino fundamental e 7% são alfabetizados. Toda uma geração que não teve oportunidade hoje é testemunha do esforço do Governo Flávio Dino em abrir novos horizontes para seus filhos. Isso nos orgulha muito, pois estamos fazendo inclusão e justiça social, aplicando corretamente o dinheiro público. 


Sabemos que de vez em quando o espírito do Velho do Restelo nos atira invejas e mau-agouro em colunas jornalísticas eivadas de pretensões messiânicas – “ó glória de mandar, ó vã cobiça”, escreveu Camões. Conhecemos bem a realidade de fato e a herança que recebemos. Os marinheiros que realizaram as Grandes Navegações eram jovens de no máximo 24 anos e deram de costas ao Velho do Restelo para entrar na história como corajosos descobridores de outros mundos por mares então tenebrosos. 

O Cidadão do Mundo é só um exemplo de programa inovador do Governo Flávio Dino, tecnologia social criada por nós, com base na capacidade técnica e inteligência local. É o espírito daqueles marinheiros que nos alimenta, por isso, abriremos as velas da terceira edição do programa com mais 80 vagas para novos ousados navegantes do Maranhão para o mundo.

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