quarta-feira, 29 de julho de 2009

Quem quer saber quem quer liquidar Sarney?


Quem quer saber quem quer liquidar Sarney?
Desentranhado das idéias levantadas por Walter Pomar em Quem quer liquidar Sarney?


Por Jhonatan Almada

É inacreditável. Essa troca de debate, essa mudança de foco, do particular para o geral, trocar o acessório pelo essencial serve a uma política amoral e sem ética que a sociedade, especialmente os que exerçam sua cidadania virtual, não aceitam mais.

O ano mágico de 2010 é utilizado como justificativa da mais abastardada forma de fazer política que se conhece.

Não creio que alguém seja bobo o suficiente para acreditar que uma expiação coletiva do Senado brasileiro é mais viável do que a punição exemplar da liderança da choldra, na pessoa do Sr. José Sarney.

Imaginar que uma conspiração armada contra o Governo Lula e as conquistas advindas de sua gestão, em sacrifício de uma radicalização da democracia brasileira e da nossa cansada inteligência, possa justificar a defesa do Sr. Sarney, invertendo os pólos do debate: atacando a instituição e não os seus integrantes que praticaram as imoralidades publicamente conhecidas. Isso é no mínimo um tremenda brincadeira de mau gosto.

A questão não é a instituição do Senado, são os senadores que praticaram ilegalidades e imoralidades, dentre eles, os que lideraram e lideram essas práticas, entre estes o principal - o presidente do Senado, José Sarney.

O resto e o mais é que guardam objetivos escusos. Sou da opinião que a dignidade da minha cidadania não está a serviço de candidatura ou projeto de poder, a ponto de jogá-la na latrina.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Abrindo um caminho largo


Abrindo um caminho largo

Por Jhonatan Almada

No Maranhão assim como em algumas províncias do Norte/Nordeste a adesão à independência do Brasil foi tardia. A consequência prática na nossa formação política é que "no Maranhão talvez só exista governismo" (CORREA, Rossini. Os Marannhenses. São Luís: IMESC, 2008 - Cadernos IMESC, 1).

Longe de ser um fatalismo a análise exige dos contemporâneos prova em contrário. O lançamento hoje do site "Maranhão - Gabinete da Resistência" é um passo no mundo oceânico da internet com significado a construir no âmbito local e regional, dado que a praga das oligarquias não é exclusiva do nosso Estado. A diferença do nosso processo histórico é que o oligarca local quando da redemocratização foi alçado a Presidência da República e por conseguinte impediu que os ventos de 1988 lufassem aqui.

De fato se espera muito da nova geração de políticos maranhenses. Primeiramente, a coragem de ser oposição. Sustentar posição inequívoca quando fora dos lances do Palácio e das facilidades do poder. Em segundo lugar, sustentar num crescendo mobilização social e popular permanente para garantir a alternância do poder, o quarto grande obstáculo ao desenvolvimento maranhense: ladeado pela concentração econômica, centralização do Estado e destruição da capacidade estatal das últimas cinco décadas.

Existem grandes teses em nossa academia sobre a formação política do Maranhão. Das origens históricas às tentativas de explicações para a conformação atual. Permanece em aberto o debate sobre como desconstruir o status quo oligárquico.

As explicações usuais afirmam que a política local é determinada a partir da influência dos grupos dominantes no centro do poder nacional - a idéia de que a política regional era decidida no Rio de Janeiro e logo depois, em Brasília.

Num raciocínio linear basta então atacar a influência do grupo local dominante (a grande família política dos Sarney) no núcleo do poder, assim as bases teriam condições de conquistar sua autonomia ou liberdade em autodeterminar-se.

Será que isso basta? Não é mais profunda a questão? Não se pode negar o significado simbólico da luta por um Maranhão democrático e livre, digo mesmo por um Brasil livre das oligaquias decadentes e retrógradas - da retirada dos nomes da choldra sarneisista das fachadas dos prédios públicos da capital; assim como do significado concreto da verdade dos fatos sobre o líder do clã, José Sarney, posta aos olhos nus da federação brasileira.

Uma singela idéia interessante para nós e pósteros é organizar um livro com o título provisório de "Deslindando Sarney" onde reunissemos todos os textos e análises que o concerto nacional produziu nos últimos meses, será manual fundamental para educação política numa democracia de fato.

O trabalho é longo e complexo. Para ele só trago uma certeza - a de que o caminho não se faz só e que juntos teremos de abri-lo. Como disse o poeta:

"Haciendo un camino largo,
Largo hasta ver el mañana,
Toda esta tierra temprana
Que se quiere levantar
Mañana va a despertar
Sin ver sus días amargos"
(Pablo Milanes)

Planalto já pensa no day after

Planalto já pensa no day after

Por Ruy Fabiano

A hipótese mais branda com que o alto comando do governo conta para o affair Sarney é seu afastamento da presidência do Senado. A pior, claro, é a perda do mandato, por cassação por quebra de decoro no Conselho de Ética, o que já foi uma hipótese remota, mas, após a divulgação de gravações que explicitam nova prática de nepotismo por parte do senador, deixou de ser.

O governo, pois, já pensa no chamado day after. O que fazer após o desfecho do caso Sarney? Estará rompida a aliança com o PMDB na sucessão presidencial? Rompida, propriamente, não. O PMDB não é de rompimentos. É um partido pragmático, que não costuma ter gestos radicais, nem afirmativos. “Garanto que talvez” é o seu lema. O muro, instância existencial dos tucanos, é hoje – foi sempre, na verdade - do PMDB.

O ocaso de Sarney deve acentuar o caráter ambíguo do partido. Parte do PMDB, sobretudo os diretórios do Sul, fecha com o PSDB. A outra parte – Norte e Nordeste – tende para o PT, embora tudo dependa, claro, do desfecho da crise do Senado. Lula sabe disso, mas já chegou ao limite na exposição pessoal em defesa do senador.

Está sendo aconselhado pelo PT e por seus assessores mais próximos a se conter, daqui por diante. Os fatos tendem a piorar, segundo já lhe informaram. Há ainda munição contra Sarney a ser desovada no noticiário político. Enquanto as denúncias restringiam-se ao empreguismo no âmbito do Senado, ainda havia por onde defendê-lo. Mas a constatação de que funcionava como intermediador dos negócios do filho – que, na verdade, são negócios da família – junto ao Estado faz com que seu contencioso derive para áreas mais delicadas. O destino do clã Sarney não depende hoje só do Conselho de Ética. Está também nas mãos da Polícia Federal.

Já não é possível – se é que foi em algum momento – dissociá-lo do destino judicial de seu filho Fernando Sarney, investigado pela Polícia Federal por acusações que vão do tráfico de influência a formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Mesmo que venha a ser penalmente inocentado, o reflexo político desse simples indiciamento já é fatal ao pai senador, na medida em que se constata seu envolvimento como facilitador nos negócios do filho.

“A situação se agravou muito”, constata uma das defensoras intransigentes de Sarney, a senadora Ideli Salvatti (PT-SC), diante das novas denúncias. Não é uma visão solitária, nem despropositada. Pragmatismo tem limite. Napoleão Bonaparte dizia que, com uma baioneta pode-se fazer tudo, menos sentar-se sobre ela. A um político pode-se pedir tudo, menos que se suicide eleitoralmente. Dois terços do Senado vão renovar seus mandatos ano que vem.

O reflexo das denúncias junto ao eleitorado está sendo acachapante, bem mais do que poderiam supor os senadores petistas que, escorados na popularidade de Lula, admitiram, até aqui, segui-lo incondicionalmente, mesmo em situações desconfortáveis como a de Sarney. Mas, diante do fato de que Lula não será candidato a nada – e, portanto, não poderá escorá-los -, revêem o procedimento adotado e já ponderam que não é possível sentar-se sobre a baioneta.

Como se não bastasse, começa em agosto a CPI da Petrobras, que, por mais blindada que esteja, é sempre uma janela aberta ao imponderável. Agosto, mês emblemático da política brasileira (suicídio de Getúlio Vargas, renúncia de Jânio Quadros, morte de Juscelino), mais que nunca se prenuncia como mês de desgosto. Promete, como diz a senadora Salvatti. E provavelmente cumpre.

sábado, 25 de julho de 2009

Anormal profundo

Anormal profundo

PanoramaEconômico - Por Mirian Leitão
Na página 06 - Economia, de O Estado do MA (24.07.2009)

Parece pequeno. Afinal, o que é um emprego no meio de tanto desvio? O que é mais um ato secreto no meio de tantos baixados por tanto tempo? O que é mais uma ajuda de Agaciel Maia, que ajudou tanto os senadores que o nomearam e o mantiveram na Casa? O que é uma filha pedindo um favor a seu pai, que transfere o pedido para o avô da jovem, que quer apenas um emprego para o namorado?

Tudo parece normal e pequeno, e é um exemplo exato do velho vício brasileiro que tem piorado nos últimos tempos. Maria Beatriz Sarney acha normal dizer: “Pai, meu irmão saiu do Senado, dá para o Henrique (namorado dela) entrar no lugar dele?”

A pergunta revela que uma jovem chamada Beatriz, da elite brasileira, acha que o país tem que dar um emprego público a seu namorado, sem concurso, através do tráfico de influências.

A tragédia brasileira poderia terminar aí, se o pai, Fernando Sarney, dissesse: — Não, minha filha, o que é isso? Cargo público se consegue por concurso, por mérito.

Mas Fernando não surpreende. Nem a filha, nem o país. “Podemos trabalhar isso sim”, diz ele. E mais adiante: “Vou falar com Agaciel.”

Agaciel é o mesmo dos escândalos passados. É o mesmo que foi posto no cargo por José Sarney. Este também não surpreende: “Já falei com Agaciel, pede o Bernardo para falar com ele.” Bernardo é o rapaz que está saindo do cargo. Irmão de Beatriz, neta de José Sarney, que nomeou Agaciel.

Filha e pai têm conversas no dia seguinte. Seria bom, se a jovem dissesse: — Pai, pensei esta noite, que absurdo eu pedi ontem! É uso da máquina pública como se ela pertencesse à nossa família.

Se ela tivesse dito isso, havia esperança de que uma nova geração da mesma família tivesse valores novos. Infelizmente, ela insiste, acha normal que se o irmão saiu da vaga, que ela seja dada ao seu namorado. Vai ao avô com o pedido. Ele poderia ter dito, para melhorar sua biografia: — O que é isso, minha neta? Isso não se faz!

Mas ele reclama que ela demorou a tratar do assunto. Falasse antes para “eu agilizar”.
Os telefonemas e transações continuam. Fernando Sarney liga para o ajudante de ordens do pai para explicar a questão e diz uma frase emblemática: “O irmão está saindo, é uma vaga que podia ser nossa.” O país ficou sabendo assim que existem vagas “deles”, capitanias, que vão do irmão da Beatriz para o namorado da Beatriz.

Em outro diálogo, o outro filho de Fernando Sarney, João Fernando, mostra como eles ocupam essa capitania. Ele trabalha em outra vaga familiar, no gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA), amigo de José Sarney. João Fernando se diverte. Conta ao pai um fato inusitado. O senador, seu chefe, o chamou. “Eu pensei que era coisa séria.” E era para vê-lo porque ele nunca vai lá. Todos acham normal. Pai, filho, senador Cafeteira, que um jovem se abolete num cargo público e não compareça ao local de trabalho. “Chamei para te ver”, disse o senador Cafeteira.
Voltando ao caso de Henrique, o que precisava ocupar o cargo do irmão da namorada, neta de José Sarney. O ajudante de ordens diz que o senador Sarney falará com Agaciel Maia, o diretor do Senado. Fernando, então, fala com o pai. José Sarney reclama de novo dos prazos: “Mas ele (Bernardo, irmão da Beatriz) entrou logo com um pedido de demissão...” O que o avô não gostou é dessa pressa de sair antes que o cargo ficasse garantido com a família. E promete falar com Agaciel. Fernando, seu filho, responde: “É só isso aí, é isso que eu queria. Que tu desse uma palavrinha com ele (Agaciel). Se tu der, resolve.” E resolveu. O cargo foi dado ao namorado da Beatriz, em ato secreto.

Nesses diálogos obtidos pelo “Estado de S. Paulo” está desnuda uma faceta da política brasileira. Um velho vício do Brasil, agravado: a família em questão é rica, muito rica. O avô, patriarca do clã, está inclusive esfriando a cabeça numa ilha particular. Poderia pendurar quem quisesse nos muitos negócios da família: Henrique, Bernardo, Beatriz, João Fernando. Aliás, os prósperos negócios familiares estão nas mãos do pai de Beatriz, sogro de Henrique. Por que não ocorre a ninguém isso?

Ainda haveria uma esperança, se após o diálogo divulgado, o presidente do Senado repetisse a frase que disse diante de Tancredo morto: “Serei maior que eu mesmo.” E encerrasse toda aquela conversa de mais uma vez tratar os bens públicos como parte de suas muitas propriedades. Fosse maior do que tem sido, por décadas.

Mas não há esperança. Os diálogos eram aqueles mesmos. Lá da sua ilha, o patriarca desculpa a todos: “Foram conversas de pai e filho.” São sempre assim então as conversas de pai e filho? O senador sem voto Wellington Salgado (PMDB-MG), conhecido por abonar qualquer mau comportamento, diz que é tudo normal. É político ocupando “espaço disponível”. Espaço para ele não é no sentido figurado, é físico mesmo: é emprego para a parentela. O advogado da família diz que o crime é divulgar a conversa. “É diálogo de natureza política”, entende o ministro da Justiça, Tarso Genro.

Tudo parece normal. E é um instantâneo do anormal profundo com o qual o país tem convivido.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A mistura do público com o privado deveria dar cadeia

A mistura do público com o privado deveria dar cadeia

Especialistas afirmam que por trás do problema está a certeza que a impunidade provoca
(Entrevista com cientista político David Fleischer, da UnB)


Marita Boos


A perspectiva da impunidade é, para especialistas, uma das principais razões para que políticos brasileiros façam uso, com tanta desenvoltura, de bens públicos como se fossem privados.

Segundo o professor titular de Filosofia e Ética da Unicamp, Roberto Romano, a prática vem da formação do Estado brasileiro, construído sob o sistema absolutista, onde não existe separação do “tesouro do rei do tesouro público”.

— Os nossos políticos se consideram pequenos nobres.

Sobretudo os capitães de oligarquias, que agem como se fossem proprietários da coisa pública — afirma Romano.

O cientista político David Fleischer, da UnB, considerou a conversa entre o presidente do Senado, JOSÉ SARNEY (PMDB-AP), e seu filho Fernando Sarney, gravada pela Polícia Federal, muito grave. Para ele, prova a falta de decoro parlamentar cometida pelo senador.

— Essa conversa evidencia que eles acham que o Brasil é deles.

Pensam assim: “Vamos usar nosso poder e influência para manipular a máquina federal em favor da família, dos amigos.

Vou fazer com essa propriedade o que quiser” — diz Fleischer, ressaltando que a confusão entre público e privado é comum não só em nível federal, mas também no estadual e municipal.

Os dois professores fazem críticas aos mecanismos de proteção jurídica a que têm acesso os políticos: — A mistura do público com o privado deveria dar cadeia, mas, no Brasil, não dá, infelizmente. Temos aqui o conceito de trânsito e julgado, foro privilegiado, réu primário. O jurídico está cheia de lacunas que faz com que o rico leve até 20 anos para ser julgado em ultima instância — lamenta Fleischer.

— Os políticos não teriam essa ousadia de tratar de coisas públicas como se fossem coisas deles se não fosse o privilégio do foro. Com essa ficção de julgamento pelo STF (Supremo Tribunal Federal), eles estão livres e soltos para definir o limite de território da casta deles — diz Romano.

Um deboche ao estado democrático de direito. Assim o professor da Unicamp classificou a alegação dos advogados de Sarney de que houve quebra de privacidade na divulgação dos diálogos entre pai e filho: — Dizer que é privada uma conversa que trata de ato secreto para contratação para o Senado...

Fleischer lembra que pesquisas mostram que os brasileiros são lenientes com a mistura do público com o privado.

— É a cultura do jeitinho, da boquinha. É comum na cabeça do brasileiro porque ele mesmo ou os amigos já fizeram.

Para o cientista político, Sarney, ao deixar a Presidência da República, procurou se eleger senador para se proteger, evitar processos, perpetuar seu clã no poder e abrir novos negócios.

— Agora estamos vendo a teia que ele formou. É como se fosse uma história sem fim.

Romano acredita que o Brasil só conseguirá se livrar dessa prática com uma reforma econômica, fiscal, que garanta aos estados e municípios maior participação na arrecadação.

— Do jeito que é, com os políticos como responsáveis por levar verbas para suas cidades, seus estados, o poder regional deles é grande. O eleitor pensa que ele traz recursos para sua região. Isso explica a permanência do Jader Barbalho, o império do ACM, Sarney, grupos que todo presidente da República tem que enfrentar. Permanece o “é dando que se recebe”.

Para o filósofo, a população fica refém do político e se ilude, vivendo uma correlação como a existente entre o tráfico de drogas e os moradores das favelas: de medo e esperança.

— Faltam palavras para descrever a degradação e a corrupção ética do Estado brasileiro. Precisaria da capacidade de um Dante Alighieri, porque é um inferno — lamenta Romano, citando o escritor e político italiano autor de “Divina Comédia”.

O Globo
Página: Internet
Data: 24.07.2009 – p. 8

LUTO CONTRA A VERGONHA!


VAMOS NOS UNIR!!!!!!


POVO UNIDO, JAMAIS SERÁ VENCIDO!!!!!


Diante da certeza de que eles vencerão, que jamais pagarão por seus crimes, que continuarão ricos e corruptos, e até mesmo respeitáveis, resta-nos ridicularizar suas figuras toscas, seusfigurinos grotescos, seus cabelos tingidos, suas caras botocadas. Para que suas esposas e amantes leiam, e seus filhos se envergonhem deles no colégio. Como nós nos envergonhamos todo dia. Nelson Motta

Vamos lá, minha gente, vamos fazer alguma coisa, não vamos deixar do jeito que está! Não nos custa nada usar alguma coisa preta. EM VEZ DE CARA PINTADA VAMOS DEMONSTRAR A NOSSA INSATISFAÇÃO NOS DECLARANDO DE LUTO CONTRA A VERGONHA! NOVO LUTO NACIONAL! Seremos de início dez, depois cem… mil… um milhão.....e depois 100 milhões.


Vista algo de cor preta...pendure algo desta cor na janela de sua casa... vamos conseguir!... nos DIAS 25 e 26 JULHO (2 dias) TODOS DE LUTO CONTRA A VERGONHA! Sabemos que sair às ruas é complicado devido aos compromissos, então estamos propondo que nos dias 25 e 26 de JULHO todos ao saírem de casa vistam camisas/blusas pretas, e se você não tem, amarre um lenço preto no pescoço ou braço,


MELHOR AINDA: Pendure um pano preto na sua janela em sinal de luto pela morte da dignidade dos políticos. Uma fitinha preta na antena do carro já é uma manifestação, representa que você - finalmente - não está se omitindo.Isto vai ser um sinal de repúdio à palhaçada que virou a política.


DEMONSTRE a sua indignação em todas as cidades! Não tenha vergonha de participar!

Devemos, sim, ter vergonha de assistir à bandalheira de boca fechada e mãos atadas como um povo ignorante que não sabe como protestar!


Veja, analise e proteste! Isto não pode continuar!!! Boas Vidas!!!


Vamos dar um basta e reagir como gente grande dizendo um grande BASTA! Não se esqueça: dias 25 + 26 de JULHO BLUSA / CAMISA PRETA E PANO PRETO NA JANELA (…e convide mais brasileiros a fazerem parte deste protesto manso, mas que criará força, se nos unirmos).

O perigo das alianças


O perigo das alianças

A República está abrumada e não se tem o plus para desanuviá-la. Os principais analistas e entendidos do assunto, alguns certos de sua verdade, outros interessados em proteger o status quo, dizem que tudo passa pela política de alianças do Lula.

O velho Esopo tem uma fábula instigante. Ela conta que certo dia um Leão passeava pela praia quando avistou um Delfim (golfinho) fazendo acrobacias no mar. Admirado o Leão convidou-o para formarem uma aliança, já que ele era rei na terra e aquele rei no mar. Acordo selado, pouco tempo depois o Leão foi atacado por um Touro e pediu socorro ao Delfim que lhe respondeu: Meu domínio é no mar e o seu problema na terra. A moral explicitada é de que devemos procurar aliados que possam concretamente nos ajudar na hora da necessidade.

Acredito que o apoio conferido pelo Lula ao Sarney extrapola qualquer conceito de aliança política que se tenha conhecimento. O Brasil que cresceu em respeito internacionalmente por força de uma política externa solidária e democratizante tem virado motivo de chacota em jornais pelo mundo, nos gozam a desfaçatez de defender o indefensável - a corrupção deslavada do Presidente do Senado e choldra.

O próprio Lula coloca em xeque a respeitabilidade que a sua gestão lhe conferiu. Ao desempenhar um papel que nem o Delfim ousou, poderá ter problemas no domínio que crê inabalável.

O novo espaço da cidadania brasileira - a internet, sobretudo o twitter, propôs um campanha nacional "Não voto em quem defende Sarney". Muitos poderão duvidar da capacidade dessa mobilização alegando que o acesso a internet ainda é muito restrito no Brasil ou ainda que umas 6 ou 30 mil pessoas não fazem Verão.

Não ignorem a nossa capacidade de multiplicação ela é diretamente proporcional a nossa indignação.

Delenda est Sarney.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

A depressão do Sarney

A depressão do Sarney (e do sarneisismo)

Soube que Sarney está em depressão. Pudera! Uma máscara cinzelada desde os anos 1950 caiu de forma tão acachapante que os fragmentos ainda se espalham e nem o trabalho de todos os seus catadores e o choro de todas as carpideiras poderão desanuviar.

O governo ilegítimo (e itinerário) de Roseana Sarney se especializa em parir pirotecnias a cada novo dia dessa noite que cobre o Maranhão desde o golpe. Com galhardia anunciaram o fim do subsídio. Se alguém se deu o trabalho de ler a Medida Provisória, sim meus amigos, Medida Provisória, instrumento tão criticado pela grande família política quando usado por outros que não eles, ele (o subsídio) está mantido para os Auditores, Defensores, Policiais e Bombeiros com a incrível explicação do Sr. Luciano Moreira: “para algumas categorias o subsídio é constitucional”.

Apenas na Constituição do Sr. Luciano, na do Brasil, aquela que fez 20 anos em 2008, está assim: “Art. 39, § 4º - O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados por subsídio fixado em parcela única...” e segue: “§ 8º A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos termos do § 4º” [grifo e negrito nosso].

Enquanto isso, no Senado, o Fernando Sarney, o filho, negocia para sua filha (neta) com o pai (avô), o Sarney, mais um cargo público. A transcrição do áudio está no Estadão e as gravações disponíveis na internet.

Onde estão os pássaros de Rubem Alves?

Delenda est Sarney.

Os pássaros

Os pássaros

Meninas e meninos, a briga entre os bichos da floresta era sobre "dieta": quem come o que, quem come quem...Os vegetarianos formaram o Partido das Bananas. Os carnívoros pensaram em formar o Partido da Linguiça, mas logo, aconselhados pelo Camaleão, adotaram a tática da dissimulação e deram ao seu partido o nome de Partido dos Abacaxis, que, graças à ingenuidade dos membros do Partido das Bananas, que acreditaram que, entre banana e abacaxi, não havia diferença, ganhou as eleições.Empossado o Congresso, os representantes elegeram o seu presidente, a Hiena, sempre com um sorrisinho de Monalisa no focinho.

Na sua posse, ela fez um discurso sobre as excelências da dieta vegetariana. Citando o filósofo alemão Ludwig Feuerbach, que disse que somos o que comemos, ela declarou: "Vacas comem capim, portanto são capim. Macacos comem banana, portanto são bananas. Galinhas e patos comem milho, portanto são milho. Assim, onças que comem vacas estão, na verdade, comendo capim. Uma cobra que come um macaco está, na realidade, comendo bananas. Um gambá que come galinhas está, na realidade, comendo milho. São todos, portanto, vegetarianos. Assim sendo e em cumprimento às promessas que fizemos no período eleitoral, proclamo a lei de que todos os animais terão de ser vegetarianos. Viva a República Vegetariana!".

O discurso da Hiena foi seguido por um festival gastronômico em que hienas, onças, lobos, cães vadios, cobras, gambás e gatos vegetarianamente churrasqueavam vacas, veados, macacos, galinhas e passarinhos. A lei é clara: todos os animais são vegetais transformados...Aí os membros do Partido das Bananas perceberam que haviam caído numa armadilha. Leis são armadilhas. Uma vez feitas, não podem ser abolidas, a menos que sejam revogadas por aqueles que as fizeram.E, olhando para seus gordos representantes no Congresso, perceberam que nenhum deles estava disposto a trocar costeletas, lombos e linguiças por alface, couve e cenoura... Concluíram, então, que, com aquele Congresso de carnívoros, a reforma política jamais seria realizada.

Foi então que um leitão rechonchudo chamado Alfred Hitchcock pediu a palavra. O dito leitão ponderou: "Eu não posso enfrentar a onça. As galinhas não podem enfrentar os gambás. Os cordeiros não podem enfrentar os lobos! Mas os pássaros! Milhares de pássaros em seus voos rasantes e bicos pontudos! Que poderão fazer as onças, os gambás e os lobos contra o ataque de milhares de pássaros? Vamos chamar os pássaros! Eles são vegetarianos! São nossos aliados!".

E assim aconteceu. Vieram então, em bandos que tapavam o sol, milhares de andorinhas, sabiás, pardais, tico-ticos, periquitos... Invadiram o edifício do Congresso. Foi um pandemônio. O espaço escureceu. O barulho dos pios e dos gritos dos pássaros era ensurdecedor. Milhares de bicos bicando sem parar em mergulhos certeiros.Além disso, por onde iam, soltavam seus excrementos moles e fedidos que escorriam pelos sorrisos de Monalisa dos excelentíssimos.

Os representantes gritavam histéricos: "Isso é conspiração dos meios de comunicação". Os gambás, as onças, os lobos, os cães vadios e as hienas fugiram e nunca mais voltaram, com medo de que os pássaros lhes furassem os olhos...Isso, meninos e meninas, tem o nome de revolução. Revolução é quando os eleitores resolvem, eles mesmos, demitir os seus representantes que os traíram e fazer, eles mesmos, as leis. Portanto vamos chamar os pássaros...

Rubem Alves

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Estamos caminhando para virar a página

'Estamos caminhando para virar a página'

Entrevista: Marco Antonio Villa
Adauri Antunes Barbosa
DEU EM O GLOBO

Para historiador, crise do Senado é produtiva por representar "morte política de Sarney" e da "maioria comprada"

A crise que envolve o Senado e atinge em cheio o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), tem um lado “muito positivo” e “produtivo” para o historiador Marco Antonio Villa, professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Segundo ele, Sarney é o “símbolo maior” do coronelismo no país, e a crise pode provocar sua morte política, com uma mudança positiva para a democracia brasileira.

— Sarney é o símbolo maior desse poder dos coronéis.

Por isso esta crise é extremamente saudável.

Estamos caminhando para virar a página — afirma Villa, que acusa senadores de se venderem para compor a maioria do governo: — São comprados.

O GLOBO: Sarney tem razão ao alegar que a crise só existe por ele ser aliado do governo?

MARCO ANTONIO VILLA: É verdade, não é só o Sarney. O Senado teve outros presidentes e Mesas compostas por vários senadores. Quer dizer, a crise é do Senado. Mas não é só do Senado. É do Senado e do Sarney. Afinal, ele já tinha sido duas vezes presidente do Senado. As denúncias contra Sarney já são conhecidas no Maranhão há muito tempo. O que está sendo denunciado agora, em esfera nacional, a oposição fala no Maranhão há quatro décadas. No Maranhão todo mundo sabe! E isso está sendo muito positivo porque a nação está conhecendo quem é o senador José Sarney. Isso é bom, muito produtivo.

Por que produtivo?

VILLA: Sarney é o cacique que está há mais tempo na política brasileira, é extremamente nocivo.

Toda essa crise que ele está vivendo me parece uma espécie de dobra de finados. A partir dali, acho que é a morte política do Sarney. Ele está caminhando para essa morte política.
Evidentemente, ele ainda tem um poderzinho, mas já não tem mais o mesmo poder que tinha.

O que poderia significar essa morte política de Sarney?

VILLA: No Maranhão, Sarney deu um golpe de Estado com o auxílio do Tribunal Superior Eleitoral (sua filha Roseana assumiu o governo). É algo absurdo! Nunca vi isso. A derrubada de Jackson Lago é algo gravíssimo para a democracia brasileira. E houve um silêncio nacional. É bom lembrar que a presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (Nelma Sarney) é cunhada dele.

E ele já tinha dado um golpe de Estado gravíssimo no Amapá.

Teve a eleição do João Capiberibe (PSB-AP), e por compra de dois votos a R$ 24 cada um. Um escândalo. Isso mostra que ele tem muita força política no centro do poder. Mas, com a crise de agora, essa força diminuiu sensivelmente.

Acho muito positivo porque um dos obstáculos para a plena consolidação da democracia brasileira é o poder coronelístico.

E o símbolo maior desse poder é Sarney.

Para o senhor, Sarney é o grande coronel do Brasil?

VILLA: Sarney é o símbolo maior desse poder dos coronéis.

Por isso essa crise é extremamente saudável. Estamos caminhando para virar a página, para o fim desse poder antidemocrático representado pelos oligarcas.

E o maior deles é Sarney.

Qual a dimensão dessa crise atual do Senado?

VILLA: É certamente a maior crise da história do Senado.

Sinceramente, desde 1890, na primeira eleição da República, quando foi criado o Senado republicano, não me lembro de outra crise tão grave e tão longa como esta que estamos vivendo.

É gravíssimo ter uma Casa onde a direção política era dada por um funcionário, o diretor-geral. É o único Senado do mundo ocidental em que a direção política é dada por um funcionário.

O Senado brasileiro é uma “casa de horrores”, como definiu a revista britânica “The Economist”?
VILLA: Infelizmente, é triste, mas verdadeiro. É uma casa de horrores, mesmo! A nomeação de Paulo Duque (PMDB-RJ) para presidir o Conselho de Ética é um escândalo. Imagine, é um suplente! O conserto pode ser dado pelo eleitor daqui a um ano, quando forem renovados dois terços do Senado.

Para o senhor, só o eleitor pode mudar o Senado?

VILLA: Se não acreditarmos nisso, não há saída. A única saída é que o eleitor tenha consciência. E o eleitor de todos os estados. A gente, normalmente, imputa ao eleitor dos estados mais atrasados eleger qualquer senador. Mas São Paulo, por exemplo, tem um senador que está fazendo papel pífio nesta situação, que é o Aloizio Mercadante. O outro, Romeu Tuma, que é o corregedor, é omisso. E veja o caso de Minas Gerais, que tem um suplente, o Wellington Salgado, exercendo a senatoria há quatro anos...

O senhor disse que a Justiça tem sido omissa em relação às denúncias no Senado.

VILLA: Essas denúncias são gravíssimas. A cada dia tem uma, duas, três... Aí é papel da Justiça. Mas a grande questão é que a Justiça é omissa. Foram crimes gravíssimos cometidos no Senado, e com a absoluta omissão da Justiça.

O Executivo compra maiorias"

O Executivo pode governar à margem da fiscalização de um Congresso paralisado?

VILLA: Os poderes conferidos pela Constituição de 1988 a Executivo, Legislativo e Judiciário nem sempre são claros. Por incrível que pareça! Já são mais de 20 anos com a Constituição.

O que pode acontecer com o esvaziamento do poder político do Congresso?

VILLA: A saída é, de um lado, o eleitor renovar seus representantes, tanto no Senado como na Câmara. De outro, no caso de crimes, a ação da Justiça.
E o terceiro caminho, que também é muito difícil que ocorra, é o Executivo ter uma nova relação com o Legislativo.

Esse também é um problema grave. O Executivo compra maiorias no Legislativo. Nas esferas das prefeituras, dos estados e, no caso do governo federal, isso é explícito. E essa compra de maioria acaba fortalecendo, no caso do Senado, especificamente os senadores que são “menos identificados com os valores republicanos”, para ser educado.

Quais senadores o senhor diz serem “comprados”?

VILLA: São senadores com pouquíssima participação nos grandes debates nacionais. E são comprados. Essa maioria comprada tende também a ter um momento de mudança. Se o eleitor pode mudar isso ano que vem, na eleição, a Justiça pode mudar agindo, o Executivo pode mudar também. Mas como ele pode mudar essa relação perversa com o Executivo, independentemente de que presidente seja eleito em 2010? Que (o candidato) busque uma aliança programática, estabelecendo pontos programáticos, e explicite isso à população na campanha e, especialmente, antes de tomar posse.

Essas alianças programáticas podem se contrapor à compra da maioria?

VILLA: Sim. Aliança na base do “é dando que se recebe” é crise inevitável. Se olharmos o Congresso nos últimos 15 anos, é difícil encontrar um ano que não tenha um problema. Ou gravíssimas crises. É por causa dessa relação perversa do Legislativo com o Executivo, essas compras de maioria.

domingo, 19 de julho de 2009

Palavra de Jackson - Imperatriz, 157 anos

Palavra de Jackson

Imperatriz, 157 anos

Voltei a Imperatriz no decorrer desta semana, para participar, a convite do prefeito Sebastião Madeira, das festividades alusivas aos 157 anos de emancipação do município. O convite foi acrescido da informação de que eu receberia a Medalha Frei Manoel Procópio, mais alta comenda concedida pela cidade àqueles que deram alguma contribuição relevante ao seu desenvolvimento.

A distinção, prova da generosidade que o povo da região tocantina (e muito especialmente de Imperatriz) tem dispensado a minha pessoa, não me surpreendeu, mas como sempre me comoveu e fez aumentar em mim as responsabilidades para com aquela gente corajosa e altaneira.

A visita à cidade foi, também, a oportunidade de conversar com pessoas dos mais variados níveis, que me procuraram durante os poucos dias que ali passei, quando pude constatar o sentimento de perda existente na população quanto ao seqüestro dos recursos que haviam sido conveniados entre o governo do Estado e a administração municipal, o que, no caso de Imperatriz, representaram R$ 56,4 milhões.

A população sabe que aqueles recursos seriam de grande valia para a melhoria das condições de vida de todos que moram naquela grande cidade e que se transformariam em um hospital de urgência e emergência, na urbanização e revitalização da Avenida Beira-Rio, na construção do Mercado do Peixe, na construção de casas populares, na pavimentação e drenagem de vias na zona urbana e nos distritos.

Outra constatação que pude fazer, nos exíguos dias de minha permanência, foi a do crescimento da auto-estima do povo imperatrizense, o que tão bem se refletiu nas comemorações do aniversário da cidade, presididas pelo prefeito Madeira. O conjunto de pessoas homenageadas pela Prefeitura compunha-se de pioneiros, de servidores municipais com longa carreira a serviço da cidade e de personalidades com serviços prestados a Imperatriz em setores os mais diversos.

Aqueles homens e mulheres que receberam a honraria concedida pela Prefeitura formavam um mosaico que expressava diferentes procedências, classes sociais, faixas etárias, credos religiosos, histórias de vida, mas que se encontravam na dedicação e no amor à cidade. Pessoas que se realizam na contribuição que deram e dão a sua comunidade.

São atitudes como estas que forjam uma grande cidade. E fazem, também, que as comemorações de aniversário de Imperatriz vão além de uma efeméride e se transformem na reafirmação da vontade de crescer e de se desenvolver econômica, cultural e socialmente.

Parabéns, Imperatriz. Parabéns, povo imperatrizense. Parabéns, prefeito Madeira.

Jackson Lago
Ex-governador do Estado do Maranhão


Cidadania virtual

Assisti ontem ao filme "Quem quer ser um Milionário?" que retrata uma Índia mais real do que a novela da Globo. Por vezes a televisão mais deseduca do que ensina algo de significativo.

Já tinha contato com a realidade indiana pelo suplemento "Índia Notícias" da Embaixada no Brasil, onde li que a Índia lança seu 11º Plano Quinquenal em 2009, priorizando os investimentos em educação. Imediatamente fazemos alusão ao filme onde o personagem "sem estudos" responde a perguntas que "intelectuais, filósofos da Índia" não conseguiram.

A Índia adquiriu a posição atual no cenário internacional como um dos BRIC's (Brasil, Rússia, Índia e China), grupo institucionalizado faz poucas semanas atrás, por força, dentre outros fatores, do maciço investimento em educação, ciência e tecnologia, focando o setor de informática e novas tecnologias da informação e comunicação.

Apesar disso o país anda longe do cenário edulcorado da novela global, com exclusão abissal e ilhas de riqueza e prosperidade contrastando com as brigas de famílias ricas.

Por outro lado o que chama atenção hoje é o artigo do senador José Sarney, um de muitos anteriores, que fala de tudo, menos da crise dele no Senado, abordando a disputa entre o Google e a Microsoft (que ele chama de Windows), exprimindo sua dinossáurica opinião (identificada por The Economist) de que continuará com seus “velhos amigos” – jornais e livros de papel.

É como se estivéssemos numa sala com um enorme elefante e fizéssemos o maior esforço para não falar dele. Inacreditável: como um dos maiores jornais do país, a Folha de São Paulo, publica os devaneios desse senhor, o presidente da República o protege, a chefe da Casa Civil o defende, e a mobilização popular não consegue levar mais do que alguns pingados para as ruas.

Apesar disso, a mobilização popular virtual “Fora Sarney” bate recordes em blogs, twitters e outros sites de relacionamento para o desespero de um manipulador contumaz da cultura não-letrada em sua capitania natal. Essa mobilização dá mostras de que surge uma nova cidadania, uma cidadania virtual e talvez muito mais engajada, quando a cidadania real não chegou para a maioria.

Delenda est Sarney.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

A IRONIA DO VIL METAL

A IRONIA DO VIL METAL

O governo ilegítimo do Maranhão acaba de lançar o Programa de Valorização do Servidor que em essência nada mais é do que o ajuntamento de programas, medidas e ações já existentes em governos anteriores ou que estavam em estudo no Governo Jackson Lago, apresentadas pelo sempre batido verniz midiático.

A despeito do discurso de valorização dos servidores cabe aguardar a frieza dos saldos bancários no próximo pagamento para se ter clareza quanto a verdade do lançamento fanfarronístico.

A grande dúvida é saber se os servidores e servidoras do Estado com perdas históricas que não foram reparad nem mesmo com essas medidas maquiadas irão se dobrar às vontades eleitorais da oligarquia se deixando seduzir pelo tilintar do vil metal.

Enquanto isso, eu e inúmeros companheiros que trabalharam no IMESC da SEPLAN no governo anterior, temos nossos pagamentos de rescisão salarial retidos a mais de quatro meses nas mãos do Governo ilegítimo. Esse descaso, que melhor caracteriza o modus operandi da oligarquia, mais do que a propaganda oficial, ocorre conosco diuturnamente e sem conhecimento da maioria.

É irônico que o Governo ilegítimo ao anunciar aparentes melhorias salariais para os servidores públicos não pague o que é devido a quem trabalhou para o Estado.

É o Maranhão!

http://www.ma.gov.br/noticias/ver.php?id=1975

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